CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Um homem de 78 anos, com histórico de câncer de pulmão metastático, é admitido no hospital com quadro de desconforto respiratório, tosse produtiva e febre nas últimas 48 horas. Ele tem metástases ósseas e hepáticas e vinha sendo acompanhado pela equipe de Cuidados Paliativos, já sendo alinhado evitar medidas invasivas. A equipe assistente considera o estado avançado da neoplasia e a limitação das terapias curativas. Exames de imagem indicam infiltrado pulmonar sugestivo de pneumonia. No exame físico, o paciente está taquipneico (24 rpm), com saturação de oxigênio em 88% em ar ambiente. Relata fadiga intensa e alguma ansiedade relacionada à dificuldade de respirar. Diante do quadro, qual é a conduta mais adequada para manejo deste paciente?
Câncer metastático terminal + pneumonia → Foco em conforto: O2, opioides para dispneia, ansiolíticos, ATB para sintomas.
Em pacientes com câncer avançado em cuidados paliativos, a abordagem de intercorrências agudas como pneumonia deve visar o controle de sintomas e a manutenção do conforto, não a cura agressiva. Oxigenoterapia, opioides para dispneia e ansiolíticos são pilares, e antibióticos podem ser usados para melhorar o bem-estar.
Pacientes com câncer de pulmão metastático em estágio avançado frequentemente enfrentam uma série de sintomas debilitantes, incluindo desconforto respiratório, fadiga e ansiedade. Quando já estão sob cuidados paliativos e com diretivas para evitar medidas invasivas, o foco da equipe médica muda da cura para o alívio do sofrimento e a manutenção da qualidade de vida. A pneumonia, uma intercorrência comum nessa população, deve ser abordada sob essa perspectiva. A fisiopatologia do desconforto respiratório em câncer avançado é multifatorial, envolvendo a progressão da doença, anemia, fraqueza muscular e infecções. A pneumonia, nesse contexto, agrava a hipoxemia e a dispneia. O diagnóstico é clínico, com suporte de exames de imagem, mas a decisão terapêutica é guiada pelos objetivos de cuidado do paciente e da família. A conduta mais adequada prioriza o conforto. Isso inclui oxigenoterapia para aliviar a hipoxemia e a dispneia, opioides (como morfina) para reduzir a sensação de falta de ar, e ansiolíticos para controlar a ansiedade associada. A antibioticoterapia, se utilizada, visa o controle sintomático da infecção, não a cura agressiva, e deve ser avaliada quanto ao benefício versus o ônus para o paciente. Medidas invasivas como intubação ou ventilação não invasiva contínua são geralmente evitadas, a menos que haja um claro benefício para o conforto do paciente e esteja alinhado com suas diretivas.
O objetivo principal é o controle de sintomas, como febre, tosse e desconforto respiratório, visando melhorar o conforto e a qualidade de vida do paciente, e não a erradicação completa da infecção.
Opioides, como a morfina, são eficazes para reduzir a sensação de dispneia em pacientes terminais, mesmo na ausência de dor. Eles atuam no sistema nervoso central, diminuindo a percepção do desconforto respiratório.
A oxigenoterapia é indicada para aliviar a dispneia e melhorar a saturação de oxigênio em pacientes hipoxêmicos, contribuindo significativamente para o conforto, mesmo em fases avançadas da doença.
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