Cuidados Paliativos em Câncer Avançado no Idoso Frágil

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 75 anos, viúva, mãe de três filhas, com ataxia cerebelar, recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão há dez anos, sendo tratada com radioterapia e quimioterapia. Recentemente, foi diagnosticada com adenocarcinoma gástrico Borrmann III. A paciente encontra-se com caquexia, capacidade respiratória reduzida e dependente para as atividades da vida diária. Considerando a avaliação multidimensional da idosa, o plano de cuidado adequado é o(a):

Alternativas

  1. A) quimioterapia com drogas inovadoras e suporte psicológico
  2. B) cirurgia após melhora clínica com suplemento alimentar e fisioterapia
  3. C) tratamento radioterápico e a abordagem nutricional para reverter caquexia
  4. D) controle de sintomas e a preservação da funcionalidade pela equipe multiprofissional

Pérola Clínica

Idosa frágil com câncer avançado e comorbidades → foco em cuidados paliativos: controle de sintomas e preservação da funcionalidade.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com câncer avançado, múltiplas comorbidades e declínio funcional, o foco do cuidado deve migrar de tratamentos curativos agressivos para os cuidados paliativos. Isso envolve o controle de sintomas (dor, caquexia, dispneia) e a preservação da qualidade de vida e funcionalidade, com uma abordagem multiprofissional.

Contexto Educacional

A avaliação multidimensional do idoso é crucial, especialmente em pacientes com câncer avançado. Este caso apresenta uma idosa frágil, com múltiplas comorbidades (adenocarcinoma de pulmão tratado, adenocarcinoma gástrico Borrmann III, ataxia cerebelar), caquexia e dependência para atividades diárias. Diante desse cenário, a prioridade do plano de cuidado deve ser reorientada. Em pacientes com prognóstico reservado e baixa funcionalidade, a insistência em tratamentos oncológicos agressivos (quimioterapia, radioterapia, cirurgia) pode trazer mais malefícios do que benefícios, comprometendo a qualidade de vida sem alterar significativamente o curso da doença. A caquexia e a capacidade respiratória reduzida são indicadores de fragilidade e mau prognóstico. Nesse contexto, os cuidados paliativos emergem como a abordagem mais adequada. O foco principal deve ser o controle de sintomas (dor, dispneia, náuseas, fadiga), a manutenção da dignidade e a preservação da funcionalidade residual, visando a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família. Uma equipe multiprofissional é essencial para oferecer suporte integral.

Perguntas Frequentes

Quando indicar cuidados paliativos para um paciente idoso com câncer?

Os cuidados paliativos devem ser indicados para pacientes idosos com câncer avançado, múltiplas comorbidades, declínio funcional progressivo e prognóstico reservado, onde o foco principal passa a ser a qualidade de vida, o alívio do sofrimento e a dignidade, em vez da cura da doença.

Qual o objetivo principal dos cuidados paliativos em oncologia?

O objetivo principal dos cuidados paliativos é melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, através da prevenção e alívio do sofrimento. Isso inclui o controle da dor e de outros sintomas físicos, psicossociais e espirituais, além da preservação da funcionalidade e autonomia.

Qual o papel da equipe multiprofissional nos cuidados paliativos?

A equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais) é fundamental nos cuidados paliativos para uma abordagem integral. Ela atua no controle de sintomas, suporte emocional, planejamento de cuidados e apoio à família, visando a melhor qualidade de vida possível.

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