UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 75 anos, viúva, mãe de três filhas, com ataxia cerebelar, recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão há dez anos, sendo tratada com radioterapia e quimioterapia. Recentemente, foi diagnosticada com adenocarcinoma gástrico Borrmann III. A paciente encontra-se com caquexia, capacidade respiratória reduzida e dependente para as atividades da vida diária. Considerando a avaliação multidimensional da idosa, o plano de cuidado adequado é o(a):
Idosa frágil com câncer avançado e comorbidades → foco em cuidados paliativos: controle de sintomas e preservação da funcionalidade.
Em pacientes idosos com câncer avançado, múltiplas comorbidades e declínio funcional, o foco do cuidado deve migrar de tratamentos curativos agressivos para os cuidados paliativos. Isso envolve o controle de sintomas (dor, caquexia, dispneia) e a preservação da qualidade de vida e funcionalidade, com uma abordagem multiprofissional.
A avaliação multidimensional do idoso é crucial, especialmente em pacientes com câncer avançado. Este caso apresenta uma idosa frágil, com múltiplas comorbidades (adenocarcinoma de pulmão tratado, adenocarcinoma gástrico Borrmann III, ataxia cerebelar), caquexia e dependência para atividades diárias. Diante desse cenário, a prioridade do plano de cuidado deve ser reorientada. Em pacientes com prognóstico reservado e baixa funcionalidade, a insistência em tratamentos oncológicos agressivos (quimioterapia, radioterapia, cirurgia) pode trazer mais malefícios do que benefícios, comprometendo a qualidade de vida sem alterar significativamente o curso da doença. A caquexia e a capacidade respiratória reduzida são indicadores de fragilidade e mau prognóstico. Nesse contexto, os cuidados paliativos emergem como a abordagem mais adequada. O foco principal deve ser o controle de sintomas (dor, dispneia, náuseas, fadiga), a manutenção da dignidade e a preservação da funcionalidade residual, visando a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família. Uma equipe multiprofissional é essencial para oferecer suporte integral.
Os cuidados paliativos devem ser indicados para pacientes idosos com câncer avançado, múltiplas comorbidades, declínio funcional progressivo e prognóstico reservado, onde o foco principal passa a ser a qualidade de vida, o alívio do sofrimento e a dignidade, em vez da cura da doença.
O objetivo principal dos cuidados paliativos é melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, através da prevenção e alívio do sofrimento. Isso inclui o controle da dor e de outros sintomas físicos, psicossociais e espirituais, além da preservação da funcionalidade e autonomia.
A equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais) é fundamental nos cuidados paliativos para uma abordagem integral. Ela atua no controle de sintomas, suporte emocional, planejamento de cuidados e apoio à família, visando a melhor qualidade de vida possível.
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