UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Quanto aos princípios dos Cuidados Paliativos, nos últimos dias de vida de um paciente, assinale a alternativa correta.
Nos últimos dias, Cuidados Paliativos focam em manter autonomia e qualidade de vida, com suporte multiprofissional e respeito às decisões do paciente.
Mesmo nos últimos dias de vida, os cuidados paliativos buscam maximizar a qualidade de vida do paciente, oferecendo suporte para que ele se mantenha ativo e autônomo dentro de suas possibilidades, sempre respeitando suas vontades e decisões.
Nos últimos dias de vida, os Cuidados Paliativos assumem um papel ainda mais crítico, focando intensamente no conforto, na dignidade e na qualidade de vida do paciente. O objetivo primordial não é prolongar a vida a qualquer custo, nem abreviá-la, mas sim garantir que o tempo restante seja vivido da forma mais plena e significativa possível, livre de sofrimento desnecessário. Um princípio fundamental é o respeito à autonomia do paciente. As decisões sobre o tratamento, o local de cuidado e as intervenções devem ser tomadas em conjunto com o paciente (se ele tiver capacidade de decisão) e sua família, com a equipe de saúde atuando como facilitadora e orientadora. É essencial oferecer suporte que possibilite ao paciente se manter tão ativo quanto possível, promovendo sua participação em atividades que lhe tragam significado e prazer. Além do manejo da dor e outros sintomas físicos, os cuidados paliativos nos últimos dias de vida abrangem o suporte psicossocial e espiritual. A equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e capelães, trabalha para atender às necessidades emocionais, sociais e espirituais do paciente e de seus entes queridos, garantindo um processo de morte mais sereno e digno.
O objetivo principal é garantir o máximo de conforto, dignidade e qualidade de vida ao paciente, permitindo que ele se mantenha o mais ativo e autônomo possível, de acordo com suas capacidades e desejos.
As decisões devem ser tomadas em conjunto com o paciente (se capaz), sua família e a equipe de saúde, respeitando a autonomia do paciente e suas diretrizes antecipadas de vontade. O profissional de saúde atua como facilitador e orientador.
O suporte psicológico e espiritual é crucial porque o processo de morrer envolve dimensões emocionais e existenciais profundas. Abordar esses aspectos contribui para o bem-estar integral do paciente e de sua família, promovendo paz e aceitação.
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