SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Em relação a abordagem de pacientes em cuidados paliativos, marque a afirmativa INCORRETA.
Em dispneia paliativa, foco é alívio do sintoma, não otimização de saturação de O2.
Em cuidados paliativos, o objetivo principal no manejo da dispneia é o alívio do desconforto do paciente, e não a normalização da saturação de oxigênio. A mensuração da saturação pode não ser o melhor guia para a conduta, que deve ser centrada na percepção do paciente e em medidas farmacológicas e não farmacológicas para conforto.
Os cuidados paliativos representam uma abordagem essencial para pacientes e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, visando melhorar a qualidade de vida através da prevenção e alívio do sofrimento. A abordagem é holística, focando em quatro domínios cruciais: sintomas físicos (como dor e dispneia), sintomas psicológicos (ansiedade, depressão), necessidades sociais e necessidades espirituais ou existenciais, reconhecendo a pessoa em sua totalidade. O manejo da dor é um pilar fundamental nos cuidados paliativos, seguindo a escada analgésica da Organização Mundial da Saúde (OMS), que progressivamente utiliza analgésicos não opioides, opioides fracos e opioides fortes, sempre com a possibilidade de adjuvantes. A constipação intestinal é uma complicação frequente, especialmente com o uso de opioides, e deve ser prevenida proativamente. A dispneia é outro sintoma aflitivo, mas, diferentemente da medicina curativa, o foco em paliativos é o alívio do desconforto percebido pelo paciente, e não a otimização de parâmetros fisiológicos como a saturação de oxigênio. Para residentes, é vital compreender que os cuidados paliativos não são sinônimo de 'desistir' do paciente, mas sim de oferecer o melhor cuidado possível quando a cura não é mais o objetivo principal. Isso implica em uma comunicação clara, estabelecimento de metas de cuidado realistas, e um manejo sintomático agressivo para garantir conforto e dignidade. A avaliação contínua da percepção do paciente sobre seus sintomas é mais importante do que a adesão estrita a parâmetros objetivos em muitas situações de final de vida.
A abordagem em cuidados paliativos foca em quatro domínios principais: sintomas físicos, sintomas psicológicos, necessidades sociais e necessidades espirituais ou existenciais, visando o cuidado integral do paciente.
O manejo da dor segue a escada analgésica da OMS, que envolve três etapas: analgésicos não opioides, opioides fracos e, por fim, opioides fortes, sempre com a possibilidade de uso de adjuvantes em qualquer etapa.
Em cuidados paliativos, o objetivo principal é o alívio do desconforto e sofrimento do paciente. A saturação de oxigênio pode não refletir a percepção subjetiva de dispneia, e o foco deve ser em medidas que melhorem a qualidade de vida, como opioides e oxigenoterapia se houver benefício sintomático.
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