HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Idoso de 82 anos, portador de câncer de pâncreas em fase avançada, lúcido, dá entrada na emergência com dor abdominal, ictérico, inapetente, perda ponderal de 10 kg em 3 meses; qual melhor sequência de abordagem?
Câncer avançado em idoso lúcido → priorizar comunicação e desejos do paciente sobre medidas paliativas.
Em pacientes idosos com câncer avançado e lúcidos, a abordagem inicial deve focar na comunicação, compreendendo os desejos e valores do paciente em relação ao tratamento e aos cuidados paliativos, antes de instituir medidas invasivas.
A abordagem de pacientes idosos com câncer em fase avançada, como o caso do câncer de pâncreas, exige uma perspectiva centrada no paciente e nos cuidados paliativos. Neste cenário, a cura não é mais o objetivo principal, e a prioridade se desloca para o alívio do sofrimento, a manutenção da qualidade de vida e o respeito à autonomia do paciente. Antes de instituir qualquer medida diagnóstica ou terapêutica que possa gerar desconforto ou sofrimento, é imperativo estabelecer uma comunicação clara e empática com o paciente lúcido. Isso envolve discutir sua compreensão da doença, seus prognósticos, seus valores e desejos em relação aos cuidados, incluindo a possibilidade de limitar intervenções agressivas e focar em medidas de conforto. Este processo é conhecido como decisão compartilhada e é um pilar da ética médica. Para residentes, compreender a importância dos cuidados paliativos e da comunicação eficaz é fundamental. A falha em abordar os desejos do paciente pode levar a tratamentos fúteis, aumento do sofrimento e diminuição da qualidade de vida, tanto para o paciente quanto para a família.
A decisão compartilhada garante que o tratamento esteja alinhado com os valores, preferências e objetivos de vida do paciente, promovendo autonomia e melhor qualidade de vida, especialmente em fases avançadas da doença.
Os princípios incluem alívio da dor e outros sintomas, suporte psicossocial e espiritual, afirmação da vida, consideração da morte como processo natural e oferta de um sistema de apoio para o paciente e sua família.
Inicie a conversa com empatia, perguntando sobre a compreensão do paciente sobre sua doença, seus medos e esperanças, e o que é mais importante para ele em termos de qualidade de vida e tratamento.
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