DPOC Avançado: Manejo da Dispneia em Cuidados Paliativos

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

No plantão noturno, você é chamado para avaliar paciente, 73 anos, portador de DPOC com queixa de dispneia importante em repouso. No prontuário estão registradas as seguintes informações: paciente dependente para atividades de vida diária (deambulação, banho, higiene e vestuário), com necessidade de oxigênio suplementar em repouso, quatro internações nos últimos seis meses, cor pulmonale. Paciente, de acordo com abordagem paliativa, não desejando ser mantido vivo artificialmente. Ao exame, paciente deitado no leito, vigil, orientado, acompanhado da esposa, emagrecido, queixa se de desconforto e dispneia em repouso com frequência respiratória 36 irpm, tosse frequente com secreção clara e sem odor. MVUA, com sibilos bibasais. Saturação com O2 2L/min 90%. TC de tórax sem sinais de infecção ou congestão. Paciente não faz uso prévio de opióides. Qual a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Colher gasometria arterial e intubar o paciente e transferi-lo para CTI.
  2. B) Colher gasometria arterial, aumentar O2 para 4L/min associado a broncodilatadores e, se o paciente mantiver queixas, intubar o paciente. Solicitar hemograma, proteína C reativa, hemoculturas, angiotomografia de tórax para afastar complicações como tromboembolismo pulmonar e bronquiectasia infectada.
  3. C) Reposicionar o paciente no leito, iniciar ventilação não invasiva associado a broncodilatadores e, se mantiver queixa de dispneia, iniciar bomba infusora de morfina 1mg/ml com titulação da dose até sedação do paciente e fazer reavaliações frequentes até controle dos sintomas. Associar antibioticoterapia empírica.
  4. D) Reposicionar paciente no leito, iniciar ventilação não invasiva associado a broncodilatadores, iniciar morfina 5mg via oral de 4/4h e associar com midazolam 10mg em 24h, manter O2 a 2L/min, explicar a possibilidade de sedação ao paciente e à esposa e fazer reavaliações frequentes até controle dos sintomas.
  5. E) Conversar em particular com a esposa e esclarecer a gravidade do paciente. Caso esta esteja de acordo, intubar o paciente e transferi-lo para CTI.

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