UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Na avaliação de demência em uma senhora de 78 anos e confirmado o diagnóstico de Alzheimer avançado, os cuidados paliativos e orientações aos familiares devem consistir em:
Alzheimer avançado → Foco em conforto, hidratação oral/mucosas, educação familiar sobre fim de vida.
Em demência avançada, a prioridade é o conforto do paciente. A hidratação e nutrição artificial não prolongam a vida nem melhoram a qualidade de vida, podendo até causar desconforto. A educação da família sobre o processo de fim de vida é crucial.
Os cuidados paliativos em demência avançada são fundamentais para garantir a dignidade e o conforto do paciente, focando na qualidade de vida e no alívio do sofrimento. A demência, especialmente o Alzheimer, é uma doença progressiva e incurável, e nas fases terminais, a abordagem deve ser centrada no paciente e na família, preparando-os para o fim da vida. É crucial desmistificar a ideia de que intervenções agressivas prolongam a vida ou melhoram o bem-estar. A fisiopatologia da demência avançada leva a distúrbios graves de deglutição, imobilidade e perda de comunicação. O diagnóstico de Alzheimer avançado implica que o paciente está em um estágio onde as funções cognitivas e físicas estão severamente comprometidas. Suspeitar da necessidade de cuidados paliativos ocorre quando há declínio funcional progressivo, perda de peso significativa e infecções recorrentes. O tratamento e prognóstico focam em medidas de conforto, manejo da dor e outros sintomas, higiene e suporte emocional. A hidratação e nutrição artificial não são recomendadas rotineiramente, pois não trazem benefícios e podem causar mais danos. A comunicação clara e empática com a família sobre o processo de morrer e as expectativas realistas é um pilar essencial dos cuidados paliativos.
Os principais objetivos são garantir o conforto do paciente, aliviar sintomas, promover a dignidade e oferecer suporte psicossocial à família, focando na qualidade de vida e não na prolongação artificial.
A nutrição artificial, como sondas entéricas, não demonstrou prolongar a vida, prevenir aspiração ou melhorar a qualidade de vida em demência avançada, podendo causar desconforto e complicações.
A hidratação deve focar no conforto, com umedecimento das mucosas e oferta de pequenos goles de líquidos por via oral, se tolerado, sem a necessidade de hidratação intravenosa agressiva.
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