UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2016
Na unidade de saúde foi comunicada a alta de uma paciente do serviço hospitalar após tratamento de uma descompensação de quadro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) tabágica. A paciente, Otília, tem 88 anos, é viúva, mora com filha de 66 anos, separada. Ela reside na área há 40 anos, faz acompanhamento regular na unidade de saúde e tratamento para DPOC e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Foi indicado encaminhamento para pneumologista pela evolução de quadro pulmonar e severidade da restrição respiratória da paciente pela dispneia que apresenta aos mínimos esforços. Considerando a história clínica acima, assinale a alternativa correta.
Cuidados paliativos em DPOC avançada são integrais e podem ser oferecidos em qualquer ambiente (hospitalar, ambulatorial, domiciliar).
Pacientes com DPOC avançada e comorbidades como ICC, apresentando dispneia aos mínimos esforços, se beneficiam de cuidados paliativos. Estes cuidados visam melhorar a qualidade de vida e podem ser oferecidos em diversos ambientes, não se limitando ao hospitalar.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, frequentemente associada ao tabagismo, que causa limitação crônica do fluxo aéreo. Em estágios avançados, a DPOC leva a dispneia severa, exacerbações frequentes e impacta significativamente a qualidade de vida, especialmente quando coexistente com outras comorbidades como a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, levando a bronquiolite obstrutiva e enfisema, resultando em aprisionamento aéreo e dificuldade respiratória. Pacientes idosos com DPOC avançada e dispneia aos mínimos esforços frequentemente necessitam de uma abordagem que vá além do tratamento da doença de base, incorporando cuidados paliativos para manejo de sintomas e suporte integral. Os cuidados paliativos na DPOC não se restringem à fase terminal, mas devem ser introduzidos precocemente para melhorar a qualidade de vida. Eles abrangem o controle de sintomas (principalmente dispneia), suporte psicológico, social e espiritual, e planejamento antecipado de cuidados. Podem ser oferecidos em diversos ambientes – hospitalar, ambulatorial e, de forma crucial, domiciliar – garantindo uma abordagem contínua e centrada no paciente e sua família.
Os cuidados paliativos devem ser considerados precocemente em pacientes com DPOC avançada, especialmente aqueles com dispneia persistente apesar do tratamento otimizado, múltiplas exacerbações, comorbidades significativas e impacto na qualidade de vida.
Os objetivos incluem o alívio de sintomas como dispneia, dor e ansiedade, suporte psicossocial ao paciente e família, planejamento antecipado de cuidados, e melhoria da qualidade de vida, focando nas necessidades integrais do indivíduo.
Os cuidados paliativos podem ser desenvolvidos em uma variedade de ambientes, incluindo o hospital (internação ou hospital-dia), ambulatórios especializados e, de forma crucial, no domicílio do paciente, permitindo uma abordagem mais holística e centrada no paciente.
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