Nutrição em Cuidados Paliativos: Mitos e Verdades

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023

Enunciado

Paciente masculino, 79 anos, com câncer de pâncreas avançado e metástases hepáticas, internado na enfermaria de clínica médica para cuidados paliativos exclusivos. Está em uso de sulfato de morfina 30 mg VO de 4/4h associado à amitriptilina 25 mg à noite. Hoje, descreve dor nota 2/10, sem necessidade de medicações de resgate. Ictérico ++. Permanece acamado a maior parte do tempo, deslocando-se ao banheiro com auxílio de cadeira de rodas. Nega vômitos ou outros desconfortos agudos. O médico considera alta hospitalar. Família questiona sobre a nutrição do paciente. Dizem que ele está aceitando muito pouco da dieta oral oferecida, embora a nutricionista já tenha feito várias adaptações, atendendo às preferências do paciente. Familiares desejam a indicação de "alimentação por sonda". Qual a abordagem mais adequada a esse caso?

Alternativas

  1. A) Optar por período breve de dieta parenteral, tendo em vista menor taxa de complicações que a dieta enteral por SNE ou gastrostomia.
  2. B) Passar sonda nasoenteral (SNE) e iniciar dieta progressiva, pelo ganho de sobrevida proporcionado nessa situação.
  3. C) Solicitar realização de gastrostomia, cirúrgica ou por via endoscópica, uma vez que tal método resulta em melhora nutricional comparada à SNE nesse contexto.
  4. D) Explicar à família que as evidências sugerem ausência de benefício de dieta enteral tanto em tempo de vida quanto em qualidade de vida nessa situação.

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