HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Mulher, 37 anos, casada, mora com o esposo e os filhos, apresentou três crises convulsivas e foi diagnosticada com câncer de mama com metástases cerebrais, iniciando acompanhamento imediatamente com a oncologia, que sinalizou estágio avançado sem perspectiva de tratamento curativo. A paciente procurou atendimento na Unidade de Saúde com quadro de crises de soluços persistentes por mais de 72 horas, náuseas e vômitos de difícil controle, devendo ser tratada com _______________. Também apresenta dor muito forte (intensidade 9/10), devendo ser medicada com _______________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
Soluços persistentes em cuidados paliativos → Haloperidol. Dor oncológica intensa (9/10) → Opioide forte (Morfina).
Em pacientes com câncer avançado e metástases, o manejo de sintomas é prioritário nos cuidados paliativos. Soluços persistentes e náuseas refratárias podem ser tratados com haloperidol, um antipsicótico com ação antidopaminérgica. Para dor intensa (9/10), um opioide forte como a morfina é a escolha, seguindo a escada analgésica da OMS.
A questão ilustra um cenário comum em cuidados paliativos, onde o controle de sintomas é a prioridade máxima para melhorar a qualidade de vida do paciente. A dor oncológica é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes, e seu manejo adequado exige conhecimento da escada analgésica da OMS, com o uso de opioides fortes para dor intensa. Além da dor, outros sintomas como soluços persistentes, náuseas e vômitos são frequentes e demandam abordagens farmacológicas específicas. O haloperidol, um antipsicótico, é uma ferramenta valiosa para soluços refratários e náuseas em cuidados paliativos. Compreender essas abordagens é fundamental para residentes que atuarão em diversas especialidades, garantindo um cuidado humanizado e eficaz a pacientes com doenças avançadas.
Para soluços persistentes e refratários em cuidados paliativos, o haloperidol é frequentemente a escolha, devido à sua eficácia em modular os reflexos envolvidos. Outras opções incluem metoclopramida, clorpromazina ou gabapentina.
A dor oncológica intensa (escala 7-10/10) requer o uso de opioides fortes, como a morfina, oxicodona ou fentanil, conforme a escada analgésica da OMS. A dose deve ser titulada para o alívio da dor, com atenção aos efeitos adversos e uso de medicações de resgate.
O controle de náuseas e vômitos em câncer avançado pode envolver antieméticos como ondansetrona, metoclopramida, haloperidol, dexametasona ou olanzapina, dependendo da etiologia e da resposta do paciente.
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