Cuidados Paliativos: Manejo da Dor, Insônia e Ansiedade

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Em reunião de equipe para discutir projeto terapêutico familiar, a enfermeira Rose trouxe, como demanda de caso novo, uma contra-referência do hospital para cuidados paliativos de um paciente de 53 anos com diagnóstico de neoplasia de pâncreas em estágio terminal. A equipe decidiu realizar uma visita domiciliar e identificou dor crônica, insônia e ansiedade. A melhor abordagem para este paciente seria:

Alternativas

  1. A) solicitar nova internação para uso de medicamentos endovenosos.
  2. B) propor o uso de amitriptilina e a realização de acupuntura. 
  3. C) entrar com fluoxetina e diazepan.
  4. D) associar morfina com haloperidol.
  5. E) chamar o SAMU para remover o paciente para uma UPA.

Pérola Clínica

Em cuidados paliativos, dor crônica + insônia + ansiedade → considerar amitriptilina (dor neuropática, sono, humor) e terapias complementares como acupuntura.

Resumo-Chave

Pacientes em cuidados paliativos com dor crônica, insônia e ansiedade se beneficiam de uma abordagem multimodal. A amitriptilina é eficaz para dor neuropática, melhora o sono e a ansiedade, enquanto a acupuntura pode ser uma terapia adjuvante para controle da dor.

Contexto Educacional

Pacientes com neoplasia de pâncreas em estágio terminal frequentemente enfrentam uma complexa constelação de sintomas, incluindo dor crônica intensa, insônia e ansiedade, que impactam profundamente sua qualidade de vida. Os cuidados paliativos visam proporcionar alívio do sofrimento e melhorar o bem-estar do paciente e sua família, com uma abordagem holística que transcende o controle da doença. O manejo da dor crônica oncológica é um pilar fundamental dos cuidados paliativos. A dor pode ter componentes nociceptivos e neuropáticos, exigindo uma combinação de analgésicos, incluindo opioides e adjuvantes. A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, é particularmente útil para dor neuropática, além de ter efeitos sedativos que ajudam na insônia e ansiolíticos que contribuem para o manejo da ansiedade, sendo uma opção valiosa nesses casos. Além da farmacoterapia, as terapias complementares e integrativas desempenham um papel importante. A acupuntura, por exemplo, tem demonstrado eficácia no alívio da dor crônica, náuseas e ansiedade em pacientes oncológicos, oferecendo uma opção não farmacológica que pode melhorar o conforto e a qualidade de vida. A combinação de abordagens farmacológicas e não farmacológicas, adaptadas às necessidades individuais do paciente, é a estratégia mais eficaz em cuidados paliativos.

Perguntas Frequentes

Qual a abordagem ideal para dor crônica em pacientes oncológicos terminais?

A abordagem ideal para dor crônica em pacientes oncológicos terminais é multimodal, incluindo opioides para dor nociceptiva, adjuvantes como antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) para dor neuropática, e terapias não farmacológicas.

Como a amitriptilina pode auxiliar pacientes em cuidados paliativos?

A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, é útil em cuidados paliativos para tratar dor neuropática, insônia e ansiedade, devido aos seus efeitos analgésicos, sedativos e ansiolíticos.

Quais terapias não farmacológicas são indicadas para dor e ansiedade em paliativos?

Terapias não farmacológicas como acupuntura, massagem, fisioterapia, musicoterapia e técnicas de relaxamento podem ser adjuvantes eficazes para o controle da dor e ansiedade em pacientes em cuidados paliativos.

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