SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Considere um paciente de 88 anos de idade, hipertensa, diabética tipo 2, em uso de insulina e com quadro de insuficiência cardíaca NYHA classe III. Ela foi diagnosticada com câncer de colo uterino estágio IIIB pela classificação da FIGO (2009). Na última ecografia de aparelho urinário, foi visualizada hidronefrose moderada à direita. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Considerando o status funcional da paciente, as comorbidades envolvidas e o tratamento proposto para a neoplastia em questão, deve-se introduzir a ideia de cuidados paliativos com familiares e paciente, visando, entre outros, ao bem-estar, apesar da evolução da doença, e ao manejo álgico adequado.
Paciente idosa com múltiplas comorbidades e câncer avançado (FIGO IIIB) → cuidados paliativos devem ser introduzidos precocemente.
Cuidados paliativos não são sinônimo de 'fim de vida', mas sim uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de uma doença grave, focando no alívio do sofrimento físico, psicossocial e espiritual. Em pacientes com câncer avançado e comorbidades significativas, a introdução precoce é benéfica.
Cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Não se restringem à fase terminal da vida, podendo ser oferecidos em conjunto com tratamentos curativos. Em pacientes idosos, como o caso da questão, com múltiplas comorbidades (hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca NYHA III) e um câncer avançado (colo uterino estágio IIIB com hidronefrose, indicando doença localmente avançada ou metastática), a introdução precoce de cuidados paliativos é crucial. Essas condições limitam a capacidade funcional do paciente e aumentam os riscos de tratamentos oncológicos agressivos, tornando a qualidade de vida e o controle de sintomas prioridades. A discussão sobre cuidados paliativos deve ser feita de forma aberta e empática com o paciente e seus familiares, explicando que o foco é no bem-estar, no manejo da dor e de outros sintomas, e na tomada de decisões alinhadas aos valores e desejos do paciente. Isso não significa abandonar o tratamento da doença, mas sim integrar uma abordagem que priorize o conforto e a dignidade em todas as fases da jornada da doença.
Os cuidados paliativos devem ser introduzidos precocemente no curso da doença, especialmente em pacientes com câncer avançado, múltiplas comorbidades ou prognóstico limitado, e não apenas na fase terminal.
O objetivo principal é melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, prevenindo e aliviando o sofrimento através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais.
Comorbidades significativas, como insuficiência cardíaca avançada e diabetes descompensado, aumentam a complexidade do caso e podem limitar a tolerância a tratamentos oncológicos agressivos, reforçando a necessidade de uma abordagem paliativa focada no bem-estar.
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