Cuidados Paliativos: Comunicação e Conforto no Fim da Vida

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Nos últimos anos tem-se assistido no mundo ao aumento do diagnóstico e tratamentos de doenças graves e ameaçadoras à vida. Tais avanços levam a deparar com pacientes portadores de doenças incapacitantes, polimedicados e que necessitam de cuidados no decorrer de sua doença e da morte. Sendo assim, cada vez mais os cuidados paliativos vêm sendo integrados aos serviços de saúde. Nesse contexto, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A)  Deve-se evitar falar sobre a morte com os familiares de crianças em processo ativo de morte de forma antecipada, a fim de não os fazer sofrer por antecipação.
  2. B)  fazem parte da equipe de cuidados paliativos o médico e a psicologia, cabendo a essa última informar sobre o óbito dos pacientes.
  3. C)  a continuidade dos processos médicos padrão é de suma importância, mesmo que o paciente esteja em estagio terminal, pois traz mais conforto à família do paciente.
  4. D)  durante o processo ativo de morrer, a equipe de saúde deve se reunir com a família para discutir o deslocamento de cuidados para a manutenção de conforto físico, espiritual e social.
  5. E)  a ressuscitação cardiopulmonar deve ser feita em todos os pacientes, pois em nenhuma situação é considerada prejudicial e inadequada ao paciente, não compondo cuidado considerado flexível.

Pérola Clínica

Cuidados paliativos = foco no conforto físico, espiritual e social durante o processo ativo de morrer, com comunicação aberta com a família.

Resumo-Chave

Em cuidados paliativos, a comunicação transparente e antecipada com a família sobre o processo de morrer e a reorientação dos cuidados para o conforto são essenciais. A equipe multiprofissional deve estar alinhada para oferecer suporte integral.

Contexto Educacional

Os cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Com o aumento da expectativa de vida e dos avanços médicos, mais pacientes vivem com doenças crônicas e terminais, tornando os cuidados paliativos uma necessidade crescente e integrada aos serviços de saúde. Durante o processo ativo de morrer, a equipe de saúde tem o papel crucial de se reunir com a família para discutir o deslocamento dos cuidados, priorizando a manutenção do conforto físico, espiritual e social do paciente. Isso envolve uma comunicação aberta e honesta sobre o prognóstico, os objetivos do tratamento e as preferências do paciente, evitando a distanásia e promovendo uma morte digna. É um erro comum evitar a discussão sobre a morte com familiares, especialmente de crianças, por receio de causar sofrimento antecipado. No entanto, a comunicação transparente e o planejamento antecipado são essenciais para que a família possa processar a situação e tomar decisões informadas, garantindo que os desejos do paciente sejam respeitados e que o suporte necessário seja oferecido. A equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros e psicólogos, atua em conjunto, mas a responsabilidade de informar sobre o óbito geralmente recai sobre o médico.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da comunicação em cuidados paliativos?

A comunicação é fundamental para estabelecer confiança, alinhar expectativas, discutir o prognóstico e reorientar os objetivos de cuidado, sempre com honestidade e empatia, envolvendo o paciente e sua família nas decisões.

Quando a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é inadequada em cuidados paliativos?

A RCP pode ser considerada inadequada em pacientes em processo ativo de morrer ou com doenças terminais irreversíveis, quando não há benefício clínico e pode prolongar o sofrimento. A decisão deve ser discutida com paciente/família e equipe.

Quem compõe a equipe de cuidados paliativos?

A equipe é multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e capelães, trabalhando de forma integrada para oferecer suporte holístico.

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