UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Diante de um paciente ambulatorial com doença crônica, evolutiva e progressiva, com prognóstico de vida encurtado a meses ou ano, candidato, portanto, a cuidados paliativos, qual é a conduta mais adequada?
Cuidados paliativos → foco em empatia, conforto e suporte integral ao paciente e família.
Em cuidados paliativos, a comunicação empática e o foco no conforto físico e psicossocial do paciente e seus familiares são primordiais. O objetivo é promover a melhor qualidade de vida possível, não apenas a ausência de tratamento curativo.
Cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Isso é feito através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. É um campo em expansão e de extrema importância na medicina moderna. A fisiopatologia das doenças crônicas avançadas leva a um declínio progressivo da funcionalidade e qualidade de vida. O diagnóstico de uma doença incurável não significa o fim do cuidado, mas sim uma mudança de foco para o alívio do sofrimento e a promoção do bem-estar. A suspeita de necessidade de cuidados paliativos surge quando o prognóstico de vida é limitado e o tratamento curativo não é mais o objetivo principal. A conduta mais adequada envolve uma equipe multidisciplinar que oferece suporte integral. Isso inclui o controle de sintomas, apoio psicológico, social e espiritual, e uma comunicação aberta e empática com o paciente e seus familiares. Para residentes, compreender que os cuidados paliativos são um cuidado ativo e não uma desistência do tratamento é fundamental para uma prática humanizada.
O principal objetivo é promover a melhor qualidade de vida possível para pacientes e seus familiares diante de uma doença que ameaça a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento.
A comunicação deve ser empática, honesta e sensível, abordando as expectativas, medos e desejos do paciente, e envolvendo a família no processo de tomada de decisão.
Além do controle da dor, os pilares incluem o manejo de outros sintomas, suporte psicológico, social e espiritual, e a promoção da dignidade e autonomia do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo