Idoso com Alzheimer Avançado: Foco em Cuidados Paliativos

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Apolinário, 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer em estágio avançado, hipertenso, diabético e com imobilidade grau IV, em uso de medicação para as doenças de base, é levado à consulta médica.Sobre seu quadro clínico, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) deve ser feito controle rigoroso da hipertensão e diabetes, com vistas à reabilitação;
  2. B) todas as medicações em uso certamente são essenciais e devem ser mantidas, independentemente de se configurar a polifarmácia;
  3. C) Apolinário apresenta dependência parcial para as atividades básicas da vida diária;
  4. D) uma equipe multiprofissional deve ser acionada para reabilitação de Apolinário;
  5. E) Apolinário é um paciente em cuidados paliativos prolongados ou em fase final de vida.

Pérola Clínica

Idoso com Alzheimer avançado + imobilidade grau IV + dependência total → Cuidados paliativos prolongados/fim de vida.

Resumo-Chave

Um paciente idoso com Alzheimer avançado, imobilidade grau IV e dependência total para atividades de vida diária, mesmo com doenças crônicas controladas, indica um estágio de funcionalidade muito comprometido, característico de cuidados paliativos prolongados ou fase final de vida, onde o foco muda para conforto e qualidade de vida.

Contexto Educacional

O caso de Apolinário, um idoso de 86 anos com Alzheimer em estágio avançado, imobilidade grau IV, perfil 3 de funcionalidade (indicando dependência total para atividades básicas da vida diária), hipertensão, diabetes e polifarmácia, ilustra um cenário clínico complexo e comum na geriatria. Este perfil de paciente demanda uma abordagem de cuidado que transcende o controle rigoroso de doenças crônicas e se volta para a qualidade de vida e o conforto. Nesse estágio avançado de múltiplas comorbidades e declínio funcional severo, o foco do tratamento deve ser reavaliado. O controle intensivo da hipertensão e diabetes, com metas rigorosas, pode não trazer benefícios significativos em termos de sobrevida ou qualidade de vida, e pode até aumentar a carga de medicamentos e o risco de efeitos adversos. A reabilitação, embora importante em estágios iniciais, torna-se inviável ou de benefício muito limitado diante da imobilidade grau IV e do Alzheimer avançado. Apolinário é um paciente que se enquadra no contexto de cuidados paliativos prolongados ou em fase final de vida. Nesses casos, o objetivo principal é o alívio do sofrimento, a promoção do conforto, a manutenção da dignidade e o suporte à família. A equipe multiprofissional é essencial, mas com um foco adaptado para o cuidado paliativo, incluindo a revisão da polifarmácia (deprescrição) para otimizar o conforto e evitar intervenções desnecessárias.

Perguntas Frequentes

O que significa "perfil 3 de funcionalidade" e "imobilidade grau IV" em um idoso?

"Perfil 3 de funcionalidade" geralmente indica dependência total para as atividades básicas da vida diária (ABVD). "Imobilidade grau IV" significa que o paciente está acamado ou restrito ao leito, sem capacidade de mobilidade independente, reforçando a dependência total.

Por que Apolinário se enquadra em cuidados paliativos prolongados?

Apolinário, com Alzheimer em estágio avançado, imobilidade grau IV e dependência total, apresenta um prognóstico limitado e uma carga de doença significativa. Nesses casos, o objetivo do cuidado se desloca da cura ou reabilitação para o alívio do sofrimento, promoção do conforto e manutenção da dignidade, caracterizando os cuidados paliativos.

Qual a abordagem para a polifarmácia em pacientes em cuidados paliativos avançados?

Em pacientes em cuidados paliativos avançados, a polifarmácia deve ser cuidadosamente revisada (deprescrição). Medicamentos que não contribuem para o conforto ou qualidade de vida imediata, ou que causam efeitos adversos, devem ser suspensos, priorizando a redução da carga medicamentosa e a minimização de intervenções desnecessárias.

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