Cuidados Paliativos: Princípios e Aplicação na Terminalidade

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

G.B.D., 63 anos, trata um câncer de ovário há 11 meses. Já não fala, alimenta-se por sonda e quase não responde a estímulos. A fase terminal da doença levou a família e a própria paciente a aceitarem os cuidados paliativos.A respeito dos cuidados paliativos e terminalidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A paciente deve permanecer sedada para evitar a angústia dos familiares com seu sofrimento e deve receber terapias desproporcionais para manutenção da vida.
  2. B) A participação da família e a obtenção de consentimento no processo decisório da paliação devem ser evitadas pela equipe de saúde responsável pelo paciente.
  3. C) O médico ginecologista/oncologista deve evitar quaisquer intervenções de abordagem espiritual ou religiosa com paciente em cuidados paliativos, uma vez que tal ação poderá causar constrangimento ao indivíduo, à família ou aos cuidadores.
  4. D) O cuidado paliativo deve ser centrado na doença, sendo que a prioridade passa a ser o controle glicêmico, profilaxias e exames.
  5. E) O cuidado paliativo deve ser direcionado à paciente e sua família, e torna-se necessário frente ao quadro de doenças oncológicas, cuja perspectiva de cura torna-se restrita, e a ameaça à vida é iminente.

Pérola Clínica

Cuidados Paliativos = foco na qualidade de vida do paciente e família, desde o diagnóstico de doença ameaçadora à vida, não apenas na terminalidade.

Resumo-Chave

Os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias diante de doenças que ameaçam a vida, abrangendo aspectos físicos, psicossociais e espirituais. Eles devem ser iniciados precocemente, não apenas na fase terminal, e envolvem a comunicação aberta e o respeito à autonomia do paciente e família nas decisões.

Contexto Educacional

Os cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Eles não se restringem à fase terminal, podendo ser iniciados desde o diagnóstico de uma doença grave, em conjunto com tratamentos modificadores da doença. A filosofia dos cuidados paliativos enfatiza a dignidade do paciente, o respeito à sua autonomia e a comunicação aberta e honesta. O foco é no controle de sintomas, suporte emocional e espiritual, e na tomada de decisões compartilhada, envolvendo o paciente e sua família. Intervenções desproporcionais que prolongam o sofrimento sem benefício real devem ser evitadas, e a sedação paliativa pode ser considerada em casos de sofrimento refratário. Em doenças oncológicas avançadas, como o câncer de ovário terminal do caso, os cuidados paliativos tornam-se essenciais para garantir conforto e dignidade. A equipe multidisciplinar deve oferecer suporte integral, incluindo aspectos médicos, psicológicos, sociais e espirituais, reconhecendo a família como parte da unidade de cuidado e promovendo um ambiente de acolhimento e respeito às escolhas do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo principal dos cuidados paliativos?

O objetivo principal é promover a qualidade de vida do paciente e de seus familiares que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, abordando aspectos físicos, psicossociais e espirituais.

Quando os cuidados paliativos devem ser iniciados?

Os cuidados paliativos devem ser iniciados o mais precocemente possível no curso da doença, idealmente desde o diagnóstico de uma condição grave e ameaçadora à vida, e podem ser oferecidos em conjunto com tratamentos curativos.

Qual o papel da família nos cuidados paliativos?

A família é parte integrante da unidade de cuidado em paliativos. Sua participação ativa no processo decisório, o suporte emocional e a comunicação transparente são fundamentais para garantir um cuidado centrado no paciente e em seu entorno.

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