SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2017
Paciente de 48 anos, sexo feminino, passou por tratamento com quimioterapia para neoplasia mamária, mas não houve benefício. No momento, além do tumor primário, recidivado após mastectomia, apresenta metástases cerebrais. Recebeu alta hospitalar para seguimento domiciliar. Durante a visita domiciliar pela equipe de saúde, encontravam-se presentes: o esposo de 50 anos, muito abalado e angustiado por estar faltando frequentemente ao trabalho, apenas observando de longe; a filha de 18 anos também calada e com aparência entristecida; e o filho de 25 anos que participou ativamente da visita. A escala abaixo foi utilizada pela enfermeira enquanto o médico conversava com a paciente e o filho. Que ações inicialmente trarão maior benefício? (VER IMAGEM)
Paciente oncológico terminal com dor e família angustiada → priorizar analgesia (opioides) e suporte psicossocial para cuidadores.
Em pacientes com câncer avançado e metástases, o foco muda para o controle de sintomas e qualidade de vida. A dor é um sintoma prevalente e deve ser tratada agressivamente, geralmente com opioides. O suporte à família, que também sofre, é crucial, incluindo encaminhamento para apoio psicológico.
Cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Em oncologia avançada, onde a cura não é mais possível, o foco se desloca para o controle de sintomas e o suporte integral, reconhecendo a família como unidade de cuidado. A dor é um dos sintomas mais debilitantes em pacientes com câncer metastático. Sua avaliação deve ser contínua e o tratamento, individualizado, frequentemente envolvendo opioides para garantir o conforto. A família é parte integrante do cuidado e frequentemente sofre de angústia, ansiedade e depressão, necessitando de suporte psicossocial. As ações iniciais em cuidados paliativos devem priorizar o alívio do sofrimento físico (dor) e emocional (paciente e família). O uso de analgésicos opioides de forma regular e o encaminhamento dos familiares para suporte psicológico são intervenções de alto benefício, promovendo conforto e bem-estar para todos os envolvidos.
Os pilares incluem controle de sintomas (especialmente dor), suporte psicossocial e espiritual ao paciente e família, comunicação clara e planejamento antecipado de cuidados, visando a melhor qualidade de vida possível.
Opioides são a base do tratamento da dor moderada a grave em câncer, pois são eficazes e permitem titulação para controle adequado, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente quando outras medidas falham.
A abordagem envolve escuta ativa, validação dos sentimentos, fornecimento de informações claras e honestas sobre a condição e o prognóstico, e encaminhamento para suporte psicológico ou grupos de apoio para cuidadores.
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