UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2018
De acordo com o Caderno de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
Planejamento de fim de vida → Iniciar quando paciente capaz e interessado, respeitando autonomia e tempo.
A comunicação sobre o fim da vida e as diretivas antecipadas de vontade deve ser um processo gradual, iniciado quando o paciente tem capacidade de decisão e manifesta desejo de discutir sua condição, garantindo sua autonomia e participação nas escolhas.
A Atenção Domiciliar e os Cuidados Paliativos são componentes essenciais da assistência à saúde, especialmente para pacientes com doenças graves, progressivas e que ameaçam a continuidade da vida. O Ministério da Saúde, através de seus cadernos e protocolos, orienta sobre a importância de uma abordagem humanizada e centrada no paciente, visando a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família. Um dos aspectos mais delicados e importantes nos cuidados paliativos é a comunicação sobre a finalização da vida. É fundamental que essa discussão seja iniciada quando o paciente tem condições cognitivas e emocionais para participar e manifesta interesse em conhecer sua real situação e fazer escolhas. Respeitar a autonomia do paciente é primordial, permitindo que ele expresse suas preferências e diretivas antecipadas de vontade, que devem ser registradas e seguidas pela equipe de saúde. As escalas de prognóstico, como a Palliative Performance Scale (PPS), são ferramentas úteis para auxiliar na avaliação da funcionalidade e estimativa de sobrevida, mas não devem ser o único critério para decisões terapêuticas. Os cuidados da equipe de saúde não se encerram com a morte do paciente, estendendo-se ao suporte ao luto da família. A qualidade do luto é influenciada por múltiplos fatores, não apenas pela atenção da equipe, mas também pela dinâmica familiar, recursos sociais e resiliência individual.
As diretivas antecipadas de vontade permitem que o paciente expresse suas preferências sobre tratamentos futuros, garantindo que seus desejos sejam respeitados mesmo que perca a capacidade de decisão, promovendo sua autonomia.
A abordagem deve ser empática, gradual e sensível, respeitando o tempo e o desejo do paciente de discutir o assunto. Deve-se oferecer informações claras e honestas, permitindo que o paciente faça perguntas e expresse seus sentimentos.
Escalas como a PPS (Palliative Performance Scale) auxiliam na avaliação do prognóstico e na tomada de decisões, mas não devem ser usadas isoladamente. Devem complementar a avaliação clínica global e a discussão com o paciente e família.
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