SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Alminda, 87 anos, retorna à sua casa, após internação hospitalar de 7 dias, por uma obstrução intestinal onde diagnosticou-se um câncer de cólon em fase terminal. O agente comunitário de saúde agenda uma visita domiciliar de toda a equipe que ao chegar na casa observam a família muito aflita com toda a situação e sem saber o que fazer com as fortes dores que dona Alminda se queixa – nota 8 na escala de dor. Nesse contexto, qual deve ser o Plano de cuidado para essa situação?
Dor oncológica intensa (nota 8) em paciente terminal → Morfina oral é a escolha inicial para controle rápido e eficaz.
Em pacientes com câncer em fase terminal e dor intensa (nota 8), a morfina oral é o analgésico de primeira linha, conforme a escada analgésica da OMS para dor oncológica. A reavaliação em 24 horas é um período adequado para ajustar a dose e garantir o controle da dor, priorizando o conforto do paciente. AINES e tramadol são para dores mais leves a moderadas, e antidepressivos tricíclicos são adjuvantes, não a terapia principal para dor intensa.
O manejo da dor é um pilar fundamental nos cuidados paliativos, especialmente em pacientes com câncer em fase terminal. A dor oncológica, frequentemente multifatorial e intensa, exige uma abordagem farmacológica robusta para garantir a qualidade de vida do paciente. A Escada Analgésica da Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o tratamento, sendo os opioides fortes, como a morfina, a escolha para dores moderadas a intensas (grau 7-10 na escala numérica de dor). A morfina oral é o fármaco de escolha para o controle da dor intensa em pacientes terminais devido à sua eficácia, boa biodisponibilidade oral e flexibilidade de titulação. É essencial iniciar com uma dose adequada e realizar reavaliações periódicas (geralmente em 24 horas) para ajustar a dose até que a dor esteja bem controlada, sempre monitorando os efeitos adversos. Outros analgésicos, como AINES ou tramadol, são indicados para dores mais leves ou moderadas, e adjuvantes como antidepressivos tricíclicos podem ser usados para dor neuropática, mas não substituem os opioides fortes para dor intensa. Além do tratamento farmacológico, o plano de cuidados paliativos deve incluir o suporte psicossocial à família, a comunicação clara sobre a terminalidade da doença e o foco no conforto e dignidade do paciente. A equipe de saúde, incluindo o agente comunitário, desempenha um papel vital na coordenação e execução desse plano no domicílio, garantindo que o paciente receba o cuidado integral necessário.
A morfina oral é a primeira escolha para dor oncológica intensa em pacientes terminais, seguindo a escada analgésica da OMS. Ela proporciona alívio rápido e eficaz, sendo titulada conforme a necessidade do paciente.
A morfina é um opioide forte com alta eficácia para dor severa, especialmente a dor neuropática e nociceptiva associada ao câncer. A via oral é preferível por ser menos invasiva e mais conveniente para o paciente e a família em ambiente domiciliar.
A reavaliação da dor, geralmente em 24 horas, é crucial para ajustar a dose da morfina e garantir o controle adequado dos sintomas. O objetivo é encontrar a dose mínima eficaz que proporcione conforto máximo ao paciente, minimizando efeitos adversos.
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