PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Sobre os cuidados paliativos, é correto afirmar que:
Cuidados paliativos → Vias oral e subcutânea são preferenciais para fármacos, visando conforto e praticidade.
Em cuidados paliativos, a prioridade é o conforto e a qualidade de vida do paciente. As vias oral e subcutânea são preferenciais para a administração de fármacos devido à sua menor invasividade, facilidade de uso em domicílio e boa absorção, mesmo em pacientes com dificuldade de deglutição ou acesso venoso limitado.
Cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. O foco principal é a prevenção e o alívio do sofrimento, através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. No contexto dos cuidados paliativos, a escolha da via de administração dos fármacos é crucial para garantir o conforto e a eficácia do tratamento. As vias oral e subcutânea são frequentemente as preferenciais. A via oral é a mais natural e menos invasiva, sendo utilizada sempre que o paciente consegue deglutir. Quando a via oral não é possível (devido a náuseas, vômitos, disfagia ou obstrução intestinal), a via subcutânea se torna uma excelente alternativa, permitindo a administração de diversos medicamentos (opioides, antieméticos, sedativos) de forma contínua ou intermitente, com boa absorção e menor desconforto que a via intravenosa. Outros pontos importantes incluem a individualização da hidratação, que não deve ser mantida indiscriminadamente se causar desconforto, e o uso de opioides como a morfina para controle da dor e dispneia, mesmo em pacientes com insuficiência respiratória, desde que as doses sejam tituladas cuidadosamente. A oxigenoterapia, por sua vez, deve ser utilizada para aliviar a dispneia, mas não é uma medida universalmente indicada nas últimas horas de vida se não houver benefício sintomático.
As vias preferenciais são a oral e a subcutânea. A via oral é a mais simples e menos invasiva quando o paciente consegue deglutir. A via subcutânea é excelente para pacientes com dificuldade de deglutição, náuseas ou acesso venoso difícil, permitindo administração contínua ou intermitente de diversos medicamentos.
Não necessariamente. A hidratação parenteral deve ser avaliada individualmente. Em fases avançadas da doença, a hidratação excessiva pode não trazer conforto e, em vez disso, causar edema, ascite ou aumento de secreções. O foco é sempre o conforto do paciente, não a manutenção da vida a qualquer custo.
Sim, a morfina é um fármaco fundamental no manejo da dispneia e da dor em cuidados paliativos, mesmo em pacientes com insuficiência respiratória. A dose deve ser cuidadosamente titulada para aliviar o sintoma sem causar depressão respiratória excessiva. O medo infundado de usar opioides pode levar ao sofrimento desnecessário.
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