Cuidados Paliativos: Vias de Administração de Fármacos

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021

Enunciado

Sobre os cuidados paliativos, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A hidratação parenteral traz conforto ao paciente e deve ser estimulada.
  2. B) A administração de morfina deve ser evitada em todos os pacientes com insuficiência respiratória.
  3. C) A administração de oxigênio através de cateter nasal traz conforto ao paciente e sempre deve ser feita nas últimas 48 horas de vida.
  4. D) As vias preferenciais de administração dos fármacos são, via oral e subcutânea. 

Pérola Clínica

Cuidados paliativos → Vias oral e subcutânea são preferenciais para fármacos, visando conforto e praticidade.

Resumo-Chave

Em cuidados paliativos, a prioridade é o conforto e a qualidade de vida do paciente. As vias oral e subcutânea são preferenciais para a administração de fármacos devido à sua menor invasividade, facilidade de uso em domicílio e boa absorção, mesmo em pacientes com dificuldade de deglutição ou acesso venoso limitado.

Contexto Educacional

Cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. O foco principal é a prevenção e o alívio do sofrimento, através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. No contexto dos cuidados paliativos, a escolha da via de administração dos fármacos é crucial para garantir o conforto e a eficácia do tratamento. As vias oral e subcutânea são frequentemente as preferenciais. A via oral é a mais natural e menos invasiva, sendo utilizada sempre que o paciente consegue deglutir. Quando a via oral não é possível (devido a náuseas, vômitos, disfagia ou obstrução intestinal), a via subcutânea se torna uma excelente alternativa, permitindo a administração de diversos medicamentos (opioides, antieméticos, sedativos) de forma contínua ou intermitente, com boa absorção e menor desconforto que a via intravenosa. Outros pontos importantes incluem a individualização da hidratação, que não deve ser mantida indiscriminadamente se causar desconforto, e o uso de opioides como a morfina para controle da dor e dispneia, mesmo em pacientes com insuficiência respiratória, desde que as doses sejam tituladas cuidadosamente. A oxigenoterapia, por sua vez, deve ser utilizada para aliviar a dispneia, mas não é uma medida universalmente indicada nas últimas horas de vida se não houver benefício sintomático.

Perguntas Frequentes

Quais são as vias preferenciais para administração de fármacos em cuidados paliativos?

As vias preferenciais são a oral e a subcutânea. A via oral é a mais simples e menos invasiva quando o paciente consegue deglutir. A via subcutânea é excelente para pacientes com dificuldade de deglutição, náuseas ou acesso venoso difícil, permitindo administração contínua ou intermitente de diversos medicamentos.

A hidratação parenteral é sempre indicada em pacientes em cuidados paliativos?

Não necessariamente. A hidratação parenteral deve ser avaliada individualmente. Em fases avançadas da doença, a hidratação excessiva pode não trazer conforto e, em vez disso, causar edema, ascite ou aumento de secreções. O foco é sempre o conforto do paciente, não a manutenção da vida a qualquer custo.

A morfina pode ser usada em pacientes com insuficiência respiratória em cuidados paliativos?

Sim, a morfina é um fármaco fundamental no manejo da dispneia e da dor em cuidados paliativos, mesmo em pacientes com insuficiência respiratória. A dose deve ser cuidadosamente titulada para aliviar o sintoma sem causar depressão respiratória excessiva. O medo infundado de usar opioides pode levar ao sofrimento desnecessário.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo