SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 80 anos de idade, com câncer de pulmão em estágio terminal apresenta dor severa controlada com opioides, mas agora refere também dificuldade respiratória e ansiedade. O que deve ser priorizado na conduta para esse paciente?
Dispneia + Ansiedade no fim da vida → Opioides (alívio da falta de ar) + Benzodiazepínicos (ansiedade).
No estágio terminal, o manejo da dispneia foca no conforto; opioides reduzem a percepção da falta de ar e benzodiazepínicos tratam a ansiedade associada, priorizando a qualidade de vida.
O cuidado paliativo em pacientes com câncer de pulmão avançado exige uma abordagem focada no alívio do sofrimento. A dispneia é um dos sintomas mais prevalentes e angustiantes na terminalidade. O tratamento deve ser individualizado, utilizando opioides como padrão-ouro para o controle da falta de ar. A via oral ou subcutânea é preferível, dependendo da condição do paciente. A ansiedade é uma comorbidade frequente da dispneia, formando um ciclo vicioso de sofrimento. O uso de benzodiazepínicos (como midazolam ou lorazepam) é uma estratégia adjuvante eficaz. Além do suporte farmacológico, medidas não farmacológicas como o uso de ventiladores portáteis (fanning), posicionamento adequado e suporte psicológico à família são componentes essenciais do plano de cuidados no fim da vida.
Os opioides, como a morfina, agem no sistema nervoso central reduzindo a percepção subjetiva da dispneia, diminuindo a resposta ventilatória à hipercapnia e hipóxia, e reduzindo o trabalho respiratório, proporcionando conforto significativo sem necessariamente causar depressão respiratória grave em doses tituladas.
A dispneia gera uma sensação de 'fome de ar' que provoca intensa ansiedade e pânico, o que por sua vez aumenta a frequência respiratória e o desconforto. Os benzodiazepínicos ajudam a quebrar esse ciclo, tratando o componente emocional e sedando levemente o paciente se necessário.
Embora a radioterapia paliativa possa ajudar a longo prazo na redução de massas tumorais compressivas, em um cenário de dor severa e dispneia aguda em paciente terminal, a prioridade imediata é o controle farmacológico dos sintomas para garantir o conforto imediato.
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