IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022
De acordo com STEWART et al (2017) no Estudo sobre Desfechos Centrados na Pessoa, o cuidado no individuo estava relacionado não apenas com a melhora dos desfechos de saúde, mas também com a redução do número de:
Cuidado centrado na pessoa → melhora desfechos + ↓ exames complementares.
O cuidado centrado na pessoa, ao considerar o indivíduo de forma integral e suas preferências, otimiza a tomada de decisão clínica. Isso leva a uma maior satisfação do paciente, melhor adesão ao tratamento e, consequentemente, à redução de intervenções desnecessárias, como exames complementares.
O cuidado centrado na pessoa representa um paradigma fundamental na medicina moderna, deslocando o foco da doença para o indivíduo que a vivencia. Esta abordagem reconhece que a saúde e o bem-estar são influenciados por múltiplos fatores, incluindo aspectos psicossociais, culturais e as preferências pessoais do paciente. Estudos como o de Stewart et al. (2017) demonstram que a implementação de práticas centradas na pessoa não apenas melhora a qualidade de vida e os desfechos clínicos, mas também otimiza a utilização de recursos de saúde. A essência do cuidado centrado na pessoa reside na comunicação efetiva, empatia e na construção de uma parceria terapêutica. Ao ouvir ativamente o paciente, compreender suas preocupações e envolvê-lo nas decisões sobre seu próprio tratamento, os profissionais de saúde podem elaborar planos de cuidado mais alinhados às suas necessidades e valores. Isso leva a uma maior adesão terapêutica e a uma percepção mais positiva da experiência de saúde. Um dos impactos mais notáveis do cuidado centrado na pessoa é a potencial redução de exames complementares desnecessários. Quando o paciente se sente ouvido e compreendido, e o médico tem uma visão holística do caso, a probabilidade de solicitar exames por 'medicina defensiva' ou por falta de clareza diagnóstica diminui. Isso não só otimiza os recursos do sistema de saúde, mas também minimiza a exposição do paciente a procedimentos invasivos ou com riscos, reforçando a importância de uma abordagem integral e custo-efetiva na prática clínica.
É uma abordagem que considera o paciente como parceiro no processo de cuidado, integrando suas preferências, valores e contexto social e emocional nas decisões clínicas.
Além de melhorar os desfechos de saúde, promove maior satisfação do paciente, adesão ao tratamento e pode reduzir a solicitação de exames e procedimentos desnecessários.
Ao envolver o paciente na decisão e considerar suas prioridades, evita-se a 'medicina defensiva' e a solicitação de exames que não agregam valor real ao diagnóstico ou tratamento.
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