HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Lactente de 18 meses de idade é levado ao pronto- -atendimento com história de um dia de rinorreia clara, tosse, rouquidão e febre de 38 °C que progrediram para desconforto respiratório, agitação psicomotora e piora do quadro febril. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, agitado, febril (39 °C), taquicárdico, taquidispneico e com estridor inspiratório em repouso, sendo feito diagnóstico de crupe viral. Para a definição de gravidade, o médico deve levar em consideração:
Gravidade do crupe viral = avaliada por escore clínico (Westley), que considera estridor, tiragens, nível de consciência e cianose.
A gravidade do crupe viral é determinada por escores clínicos padronizados, como o de Westley, que avaliam o grau de obstrução das vias aéreas superiores através de parâmetros como estridor, tiragens, entrada de ar, nível de consciência e cianose, guiando a conduta terapêutica.
O crupe viral, ou laringotraqueíte viral aguda, é uma infecção comum das vias aéreas superiores em crianças pequenas, caracterizada por tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. A etiologia mais frequente é o vírus parainfluenza. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o manejo e prevenir complicações respiratórias. A definição da gravidade do crupe é primariamente clínica e deve ser feita por meio de escores validados, como o escore de Westley. Este escore considera o nível de consciência, a presença de cianose, o tipo e intensidade do estridor, a qualidade da entrada de ar e a presença e grau de tiragens (retrações). A saturação de oxigênio é um parâmetro importante, mas isoladamente não reflete o grau de obstrução das vias aéreas superiores tão bem quanto um escore clínico completo. A radiografia cervical pode mostrar o clássico 'sinal da torre' ou 'ponta de lápis', mas não é rotineiramente indicada para diagnóstico ou avaliação da gravidade, que é essencialmente clínica. A laringoscopia direta é um procedimento invasivo e reservado para casos atípicos ou refratários. A resposta terapêutica à epinefrina é um indicador de melhora, mas não um critério inicial para definir a gravidade. O tratamento inclui corticosteroides sistêmicos (dexametasona) e, para casos moderados a graves, epinefrina nebulizada.
O escore de Westley avalia cinco parâmetros: nível de consciência, cianose, estridor, entrada de ar e tiragens (retrações). Cada item recebe uma pontuação, e a soma total indica a gravidade (leve, moderada, grave).
Para crupe moderado a grave, a conduta inicial inclui a administração de dexametasona (oral ou intramuscular) para reduzir o edema das vias aéreas e, se houver estridor em repouso ou desconforto respiratório significativo, epinefrina nebulizada para vasoconstrição e alívio rápido da obstrução.
O diagnóstico de crupe é clínico. A radiografia cervical pode mostrar o 'sinal da torre' ou 'ponta de lápis', mas não é necessária para o diagnóstico e não avalia a gravidade. A laringoscopia é invasiva, pode piorar a obstrução e é reservada para casos atípicos ou refratários, para excluir outras causas de estridor.
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