INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um lactente com 5 meses é levado à emergência por seus pais com quadro de rinorreia hialina, tosse leve e febre baixa (37,9 °C) de início há 24 horas. Eles relatam que, há algumas horas, o bebê passou a apresentar rouquidão, tosse persistente e ruídos inspiratórios mesmo em repouso.Ao exame físico, constata-se que a criança está agitada, com desconforto respiratório, com tiragem intercostal discreta e com estridor inspiratório. Sua frequência cardíaca é de 110 bpm, sua frequência respiratória é de 42 irpm e sua saturação de O2 é de 96% em ar ambiente. Durante a ausculta, nota-se boa entrada de ar bilateralmente. A expansibilidade torácica está preservada. Observa-se, entretanto, cianose quando a criança fica muito agitada.Diante dessas informações, a conduta médica adequada é prescrever
Crupe com estridor em repouso e desconforto respiratório → corticoide parenteral + adrenalina nebulizada + internação.
O quadro clínico de rinorreia, tosse, febre baixa, evoluindo para rouquidão, tosse persistente e estridor inspiratório em repouso, com desconforto respiratório, é altamente sugestivo de crupe (laringite viral) moderado a grave. A conduta inicial inclui corticoide sistêmico e adrenalina nebulizada para reduzir o edema das vias aéreas.
O crupe, ou laringite viral aguda, é uma infecção comum das vias aéreas superiores que afeta principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos. Caracteriza-se por tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório, resultantes do edema na região subglótica. A etiologia mais comum é o vírus parainfluenza. A avaliação da gravidade é fundamental para definir a conduta, sendo o estridor em repouso e o desconforto respiratório indicadores de doença moderada a grave. A fisiopatologia envolve a inflamação e o edema da laringe, traqueia e brônquios principais, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos. É importante diferenciar o crupe de outras causas de estridor, como epiglotite (mais rara e grave), corpo estranho e traqueíte bacteriana. A presença de estridor em repouso, tiragem e agitação indica a necessidade de intervenção imediata. O tratamento do crupe leve pode ser feito em casa com medidas de suporte. Para casos moderados a graves, como o descrito, a conduta inclui corticoide sistêmico (geralmente dexametasona oral ou parenteral) para reduzir a inflamação e adrenalina nebulizada para vasoconstrição e alívio rápido do estridor. A internação hospitalar é indicada para monitoramento e observação da resposta ao tratamento, especialmente em lactentes jovens ou com sinais de hipóxia.
Sinais de alerta incluem estridor em repouso, desconforto respiratório significativo (tiragem intercostal, batimento de asa nasal), cianose e alteração do nível de consciência, indicando obstrução grave das vias aéreas.
A conduta inicial envolve a administração de corticoide sistêmico (ex: dexametasona) para reduzir o edema e adrenalina nebulizada para vasoconstrição local e melhora rápida do estridor, além de internação hospitalar para observação e monitoramento.
A adrenalina nebulizada atua como um potente vasoconstritor alfa-adrenérgico, diminuindo o edema da mucosa laríngea e, consequentemente, aliviando a obstrução das vias aéreas superiores e o estridor inspiratório de forma rápida.
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