CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Os exames a seguir pertencem a paciente atualmente apresenta 22 anos. O primeiro exame foi realizado em 2015 antes do procedimento de indução de ligações covalentes de colágeno (crosslinking) da córnea, realizado em 2016. O segundo exame foi obtido em 2018. É correto afirmar que: Valores do Exame: - Primeiro Exame: K1 = 46,3 | K2 = 47,5 | Paquimetria no ponto mais fino = 440 micra - Segundo exame: K1 = 46,3 | K2 = 47,5 | Paquimetria no ponto mais fino = 450 micra
Estabilidade ceratométrica (K) e paquimétrica pós-CXL = Sucesso terapêutico (interrupção da progressão).
O objetivo do Crosslinking é estabilizar a córnea. Se os valores de K e espessura permanecem estáveis após anos, o procedimento foi eficaz.
O Crosslinking (CXL) utiliza riboflavina e luz ultravioleta A para criar novas ligações covalentes entre as fibras de colágeno do estroma. No caso clínico apresentado, a manutenção dos valores de K1 (46,3) e K2 (47,5) entre 2015 e 2018, associada a uma paquimetria estável, confirma que a ectasia não progrediu após a intervenção em 2016.
O sucesso é definido pela estabilização dos parâmetros corneanos. Se após o procedimento (ex: 2 anos depois) a ceratometria máxima (Kmax) não aumentou mais que 1.00 D e a paquimetria está estável, a ectasia é considerada controlada.
O objetivo primário não é a melhora visual, mas sim evitar a piora. Embora alguns pacientes apresentem leve aplanamento corneano e melhora da acuidade visual corrigida, o foco é impedir a necessidade de transplante de córnea.
Tradicionalmente, a paquimetria no ponto mais fino deve ser de pelo menos 400 micra (sem o epitélio) para proteger o endotélio corneano da radiação UVA, embora existam protocolos para córneas mais finas.
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