CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Os exames a seguir pertencem a paciente que atualmente apresenta 22 anos. O primeiro exame foi realizado em 2015 antes do procedimento de indução de ligações covalentes de colágeno (crosslinking) da córnea, realizado em 2016. O segundo exame foi colhido em 2018. É correto afirmar que:
Sucesso do Crosslinking (CXL) = Estabilização da curvatura e espessura corneana.
O objetivo do crosslinking é a estabilização biomecânica da córnea para interromper a progressão de ectasias como o ceratocone.
O Crosslinking de colágeno corneano (CXL) utiliza a interação entre a riboflavina (vitamina B2) e a luz ultravioleta A para criar novas pontes moleculares entre as fibras de colágeno estromais. Isso aumenta a rigidez biomecânica da córnea. Na prática clínica, a análise de mapas diferenciais em tomografias de córnea (como o Pentacam) é a ferramenta padrão-ouro para monitorar a estabilidade. Se os índices de curvatura e o ponto mais fino da córnea permanecem constantes entre os exames pré e pós-operatórios de longo prazo, o tratamento atingiu seu objetivo.
O sucesso é definido pela estabilidade dos parâmetros topográficos (como o Kmax) e paquimétricos em exames seriados comparativos ao longo de meses ou anos após o procedimento.
Sim, embora raro, se houver evidência documentada de progressão da ectasia após um procedimento inicial, um novo tratamento de crosslinking pode ser indicado.
Tradicionalmente, o protocolo de Dresden exige um estroma corneano de pelo menos 400 micrômetros (após a remoção do epitélio) para proteger o endotélio de danos pela radiação UV.
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