UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
No Brasil, com base nas diretrizes da FAO/WHO de 2006 e 2007, há a obrigatoriedade de constar no rótulo instruções de que fórmulas infantis devem ser reconstituídas – diluição do pó na água – em temperatura não inferior a 70°C. Essa orientação visa:
Água a 70°C na fórmula infantil → Inativação do Cronobacter sakasakii, patógeno termossensível.
Fórmulas infantis em pó não são estéreis; a água a 70°C é necessária para eliminar patógenos que podem causar meningite e sepse em lactentes.
O Cronobacter sakasakii (anteriormente Enterobacter sakasakii) é um patógeno oportunista com alta resistência à dessecação, o que o torna um contaminante crítico em indústrias de alimentos em pó. Devido à vulnerabilidade imunológica dos lactentes, as diretrizes internacionais da FAO/WHO e do Ministério da Saúde recomendam a reconstituição com água aquecida. É fundamental orientar os cuidadores que a água deve ser fervida e deixada esfriar por no máximo 30 minutos para atingir os 70°C antes da mistura. Após a reconstituição, a mamadeira deve ser resfriada rapidamente sob água corrente para atingir a temperatura de consumo, evitando queimaduras no bebê.
Essa temperatura é suficiente para matar o Cronobacter sakasakii, uma bactéria que pode contaminar o pó da fórmula durante a fabricação e sobreviver em ambientes secos.
Não. Diferente das fórmulas líquidas prontas para uso, o processo de fabricação do pó não garante esterilidade absoluta, permitindo a presença de baixos níveis de patógenos.
Pode causar quadros gravíssimos como sepse, meningite neonatal (com alta taxa de sequelas neurológicas) e enterocolite necrotizante, especialmente em prematuros.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo