SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Homem de 39 anos, lavrador, procedente de zona rural de Goiás, apresenta placa verrucosa no dorso do pé esquerdo há um ano. No exame direto, foram observados corpos esféricos marrons septados (células muriformes).O diagnóstico desse paciente é de
Lesão verrucosa crônica em pé + lavrador + células muriformes (corpos fumagoides) → Cromoblastomicose.
A cromoblastomicose é uma micose subcutânea crônica, comum em trabalhadores rurais, caracterizada por lesões verrucosas ou nodulares, principalmente em membros inferiores. O achado patognomônico no exame micológico direto ou histopatológico são as células muriformes (corpos fumagoides), que são estruturas esféricas, de parede espessa e cor marrom.
A cromoblastomicose é uma micose subcutânea crônica causada por fungos demáceos (pigmentados), como Fonsecaa pedrosoi e Cladophialophora carrionii. É mais comum em regiões tropicais e subtropicais, afetando principalmente trabalhadores rurais que têm contato com solo e vegetação, devido à inoculação traumática do fungo na pele, geralmente em membros inferiores. Clinicamente, a doença se manifesta por lesões cutâneas que evoluem lentamente, podendo ser nodulares, verrucosas, em placa ou tumorais, com aspecto de couve-flor. O diagnóstico é confirmado pela identificação das células muriformes (corpos fumagoides) no exame micológico direto do material da lesão ou em biópsia histopatológica. Essas células são esféricas, de parede espessa, septadas e de coloração marrom-acastanhada, sendo patognomônicas da doença. O tratamento da cromoblastomicose é desafiador e prolongado, podendo durar meses a anos. Antifúngicos sistêmicos, como itraconazol e terbinafina, são as opções mais utilizadas. Em lesões pequenas e localizadas, a criocirurgia, excisão cirúrgica ou termoterapia podem ser adjuvantes. O prognóstico depende da extensão da lesão e da adesão ao tratamento, com casos avançados podendo ser refratários.
A cromoblastomicose geralmente se manifesta como lesões cutâneas crônicas, que podem ser nodulares, verrucosas, em placa ou tumorais, comumente localizadas em membros inferiores, especialmente nos pés.
As células muriformes, também conhecidas como corpos fumagoides, são estruturas esféricas, de parede espessa, septadas e de coloração marrom-acastanhada, encontradas no exame micológico direto ou histopatológico. São patognomônicas da cromoblastomicose.
O tratamento é prolongado e pode incluir antifúngicos sistêmicos como itraconazol ou terbinafina, muitas vezes combinados com criocirurgia ou excisão cirúrgica para lesões menores e localizadas.
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