INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
São critérios ultra-sonográficos que sugerem malignidade nas massas ovarianas:
Massas ovarianas malignas → septos grosseiros, vegetações, componente sólido, vascularização interna, ascite.
A ultrassonografia é a primeira linha para avaliar massas ovarianas. Características como septos espessos (>3mm), vegetações, componente sólido e vascularização interna são altamente sugestivas de malignidade e indicam a necessidade de investigação adicional.
A avaliação de massas ovarianas é um desafio comum na prática ginecológica, sendo crucial diferenciar lesões benignas de malignas para um manejo adequado. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta de primeira linha, oferecendo informações morfológicas detalhadas que guiam a conduta. A incidência de câncer de ovário aumenta com a idade, e a detecção precoce é vital para o prognóstico. Os critérios ultrassonográficos de malignidade incluem a presença de septos grosseiros (>3mm), vegetações papilares, componente sólido, ascite, bilateralidade e vascularização interna com baixo índice de resistência ao Doppler. Ferramentas como o escore de risco de malignidade (RMI) e os critérios do grupo IOTA (International Ovarian Tumor Analysis) combinam achados ultrassonográficos com marcadores séricos (CA-125) e idade para estratificar o risco. O manejo de massas ovarianas suspeitas varia desde o acompanhamento expectante para lesões de baixo risco até a cirurgia com estadiamento oncológico para aquelas com alto risco de malignidade. A compreensão desses critérios é fundamental para residentes e estudantes, garantindo a identificação precoce de casos que necessitam de intervenção especializada e evitando procedimentos desnecessários em lesões benignas.
Os principais sinais incluem a presença de septos grosseiros (>3mm), vegetações, componente sólido, ascite, fluxo sanguíneo interno detectado ao Doppler e tamanho >10cm.
A presença de vascularização interna, especialmente com baixa resistência (alto índice de vascularização), é um forte indicador de malignidade, diferenciando de cistos benignos que geralmente não apresentam fluxo interno.
Critérios de benignidade incluem cistos anecóicos, uniloculares, com paredes finas e lisas, sem septos ou vegetações, e ausência de vascularização interna ao Doppler.
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