UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Entre os critérios para indicação de transplante hepático, assinale a alternativa INCORRETA.
HCC para transplante hepático: Critérios de Milão (1 nódulo <5cm ou até 3 nódulos <3cm).
Os critérios de Milão são essenciais para a indicação de transplante hepático em pacientes com hepatocarcinoma (HCC), visando otimizar os resultados pós-transplante e a alocação de órgãos. Exceder esses critérios, como ter nódulos maiores ou em maior número, geralmente contraindica o transplante devido ao alto risco de recorrência do tumor.
O transplante hepático é uma terapia salvadora para pacientes com doença hepática em estágio terminal ou insuficiência hepática aguda grave. A seleção rigorosa dos candidatos é fundamental para otimizar os resultados e garantir a alocação justa de órgãos escassos. Este é um tópico complexo e de alta relevância para a gastroenterologia, hepatologia e cirurgia, sendo frequentemente avaliado em exames de residência. As indicações para transplante hepático são diversas, incluindo cirrose descompensada de várias etiologias (vírus B, C, esteato-hepatite não alcoólica, doenças autoimunes), insuficiência hepática aguda e hepatocarcinoma que se enquadra nos critérios de Milão. Estes critérios (um nódulo ≤ 5 cm ou até três nódulos ≤ 3 cm, sem invasão vascular ou metástases) foram estabelecidos para selecionar pacientes com menor risco de recorrência tumoral pós-transplante. Condições como ascite refratária a tratamento medicamentoso e síndrome compartimental por doença hepática policística também são indicações importantes. É crucial que os residentes compreendam que exceder os critérios de Milão para hepatocarcinoma, como ter nódulos maiores ou em maior número do que o permitido, geralmente contraindica o transplante devido ao alto risco de recorrência da doença. A avaliação multidisciplinar é essencial para a tomada de decisão, considerando não apenas os critérios específicos da doença, mas também o estado geral do paciente e a presença de comorbidades que possam impactar o sucesso do transplante.
Os critérios de Milão para hepatocarcinoma incluem a presença de um único nódulo com diâmetro inferior ou igual a 5 cm, ou até três nódulos, nenhum deles com diâmetro superior a 3 cm. Não deve haver evidência de invasão vascular macroscópica ou disseminação extra-hepática.
Outras indicações comuns para transplante hepático incluem cirrose hepática descompensada de diversas etiologias (como hepatites virais crônicas, cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária, esteato-hepatite não alcoólica), insuficiência hepática aguda grave e algumas doenças metabólicas hereditárias.
A doença hepática policística pode levar a um aumento massivo do fígado, causando compressão de órgãos adjacentes e resultando em síndrome compartimental abdominal, dor intratável, desnutrição e disfunção respiratória. Nesses casos, o transplante hepático pode ser a única opção para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
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