FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Uma mulher de 73 anos da entrada no pronto-socorro devido a febre alta (39°C), dor no quadrante superior direito e icterícia de início agudo. Nas últimas 12 horas, apresentou rebaixamento do nível de consciência e hipotensão (PA 80X50mmHg), necessitando do uso de noradrenalina. Exames laboratoriais: leucograma = 14.000/mm² com neutrofilia, fosfatase alcalina = 600 U/L, bilirrubina total = 6,0 mg/dL. A ultrassonografia do abdome mostra dilatação do ducto colédoco com cálculo impactado ao nível da ampola de Vater. De acordo com os critérios de Tóquio 2018, qual é o diagnóstico classificação e o manejo terapêutico correto?
Colangite + Hipotensão/RNC = Grau III (Grave) → Estabilização + CPRE imediata.
A colangite Grau III (grave) define-se por disfunção orgânica e exige drenagem biliar de urgência associada ao suporte intensivo e antibioticoterapia.
A colangite aguda é uma infecção ascendente da árvore biliar decorrente de obstrução. A Pêntade de Reynolds (dor abdominal, febre, icterícia, hipotensão e alteração do nível de consciência) é um sinal clássico de gravidade e sepse biliar. Os Critérios de Tóquio 2018 (TG18) estratificam a gravidade para guiar o tratamento. O Grau III exige admissão em UTI, suporte com aminas vasoativas e antibióticos de amplo espectro. Contudo, a medida definitiva é a descompressão biliar. Sem a remoção do fator obstrutivo, a resposta ao tratamento clínico é limitada, mantendo o foco infeccioso ativo e perpetuando o choque séptico.
É definida pela presença de disfunção em pelo menos um dos seis sistemas: Cardiovascular (hipotensão exigindo vasopressores), Neurológico (rebaixamento de consciência), Respiratório, Renal, Hepático ou Hematológico (plaquetopenia).
De acordo com as diretrizes de Tóquio 2018, a drenagem biliar deve ser realizada o mais rápido possível (emergencialmente) após o início da estabilização hemodinâmica, pois a obstrução é a causa da sepse.
A drenagem endoscópica (CPRE) é menos invasiva e apresenta menores taxas de morbimortalidade em pacientes criticamente enfermos comparada à descompressão cirúrgica aberta, sendo o padrão-ouro atual.
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