IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Sobre a colangite aguda, é correto afirmar que:
Colangite aguda: Diagnóstico (Tokyo 2018) = febre + alteração hepática + dilatação biliar.
O diagnóstico de colangite aguda, conforme os critérios de Tokyo 2018, exige a presença de evidências de inflamação sistêmica (febre), colestase (alteração de exames hepáticos) e imagem de obstrução biliar (dilatação). A tríade de Charcot é clássica, mas não obrigatória para o diagnóstico.
A colangite aguda é uma infecção grave das vias biliares, geralmente secundária à obstrução do ducto biliar, que pode levar a sepse e falência de múltiplos órgãos. Sua incidência está frequentemente associada à colelitíase, estenoses biliares ou tumores. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações graves e reduzir a mortalidade, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. O diagnóstico da colangite aguda baseia-se nos Critérios de Tokyo 2018, que combinam achados sistêmicos de inflamação (febre, leucocitose), evidências de colestase (icterícia, elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina, GGT) e achados de imagem (dilatação biliar, cálculo, estenose). A ultrassonografia é o exame inicial preferencial, enquanto a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou tomografia computadorizada podem ser úteis para detalhar a causa da obstrução. A Tríade de Charcot (febre, dor em hipocôndrio direito, icterícia) é um achado clássico, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. O tratamento da colangite aguda envolve antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem biliar, que pode ser endoscópica (CPRE), percutânea ou cirúrgica, dependendo da gravidade e da causa da obstrução. A escolha da intervenção e o timing são determinados pela classificação de gravidade (graus I, II, III) dos Critérios de Tokyo. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo a drenagem biliar urgente indicada em casos graves.
Os critérios de Tokyo 2018 para colangite aguda incluem evidência de inflamação sistêmica (febre, calafrios, leucocitose), evidência de colestase (icterícia, alteração de exames hepáticos) e evidência de imagem (dilatação biliar, estenose, cálculo). O diagnóstico é confirmado pela presença de um item de cada categoria.
A Tríade de Charcot (febre, dor em hipocôndrio direito e icterícia) é um achado clássico da colangite aguda, mas sua presença não é obrigatória para o diagnóstico. Ela possui alta especificidade, mas baixa sensibilidade, o que significa que muitos pacientes com colangite não a apresentam.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para avaliação inicial da colangite aguda, pois é não invasiva, de baixo custo e capaz de identificar dilatação das vias biliares e a presença de cálculos ou outras causas de obstrução.
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