HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Mulher de 24 anos, refere queixa de hirsutismo e refere ciclos menstruais irregulares, com intervalos até 4 meses. Nega comorbidades ou uso de medicamentos. Paciente não iniciou atividade sexual. Ultrassom pélvica transvaginal: ovário direito volume: 12 cc; ovário esquerdo volume 8 cc; útero de volume normal. TSH, t4 livre, prolactina, 17 (OH) progesterona e testosterona normais. Com base no caso e nos critérios de Rotterdam, para o diagnóstico de sídrome dos ovários policísticos (SOP), assinale a alternativa correta.
SOP pode ser diagnosticada com hiperandrogenismo clínico e oligo/anovulação, mesmo com testosterona normal e sem ovários policísticos na USG.
O caso preenche os critérios de Rotterdam para SOP, pois a paciente apresenta irregularidade menstrual (oligo/anovulação) e hirsutismo (hiperandrogenismo clínico). A ausência de testosterona elevada e a USG sem micropolicistos clássicos não excluem o diagnóstico, já que apenas dois dos três critérios são necessários.
O caso clínico apresentado é um excelente exemplo para testar a compreensão dos Critérios de Rotterdam para o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Para residentes e estudantes, é fundamental aplicar esses critérios de forma flexível e não rígida, lembrando que a presença de apenas dois dos três critérios é suficiente para o diagnóstico, após a exclusão de outras etiologias. Neste caso, a paciente apresenta irregularidade menstrual (oligomenorreia) e hirsutismo (hiperandrogenismo clínico). Embora a testosterona sérica esteja normal e a ultrassonografia não descreva explicitamente "micropolicistos" (mas o volume ovariano direito de 12 cc excede o limite de 10 cc, o que poderia ser um critério), a combinação de oligo/anovulação e hiperandrogenismo clínico já é suficiente para o diagnóstico de SOP. A exclusão de outras causas de hiperandrogenismo é sempre um passo obrigatório. A terapia estroprogestativa, como a pílula anticoncepcional combinada, é frequentemente utilizada para regularizar os ciclos menstruais e tratar os sintomas de hiperandrogenismo na SOP, promovendo melhora do quadro clínico e não piora. A correta interpretação dos critérios e a exclusão de diagnósticos diferenciais são pilares para o manejo eficaz e seguro das pacientes com SOP.
A paciente preenche dois critérios de Rotterdam: 1) Oligo/anovulação, manifestada por ciclos menstruais irregulares com intervalos de até 4 meses; e 2) Hiperandrogenismo clínico, evidenciado pelo hirsutismo.
Não, a ultrassonografia ovariana não é sempre necessária. Se a paciente preencher os outros dois critérios (oligo/anovulação e hiperandrogenismo clínico ou bioquímico), o diagnóstico de SOP pode ser feito mesmo sem a presença de ovários policísticos na USG.
É crucial descartar outras condições que podem mimetizar a SOP, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de androgênios, síndrome de Cushing, disfunção tireoidiana e hiperprolactinemia, para garantir um diagnóstico correto e um tratamento adequado e específico para a causa subjacente.
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