FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Em 2003, as sociedades de reprodução humana americana e europeia reuniram-se na Holanda e unificaram uma nova definição para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), criando os "critérios de Rotterdam". Sabe-se que o diagnóstico da SOP é de exclusão, no entanto, devem existir pelo menos dois desses critérios. Não se enquadra nos critérios de Rotterdam:
Critérios de Rotterdam para SOP: Hiperandrogenismo, Oligo/anovulação, Ovários policísticos USG (2 de 3). Relação LH/FSH > 2 NÃO é critério.
Os critérios de Rotterdam para o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) incluem hiperandrogenismo (clínico ou bioquímico), oligo ou anovulação e ovários policísticos à ultrassonografia. A relação LH/FSH elevada, embora frequentemente presente na SOP, não é um critério diagnóstico oficial devido à sua baixa especificidade e sensibilidade.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa e heterogênea que afeta mulheres em idade reprodutiva, sendo a causa mais comum de anovulação crônica. Sua importância clínica reside não apenas nas manifestações reprodutivas e estéticas, mas também nas implicações metabólicas a longo prazo, como resistência à insulina, diabetes tipo 2 e risco cardiovascular aumentado. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Os critérios de Rotterdam, estabelecidos em 2003, são amplamente aceitos para o diagnóstico da SOP. Eles exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes achados: oligo ou anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários de aspecto policístico à ultrassonografia. É crucial ressaltar que o diagnóstico de SOP é de exclusão, ou seja, outras causas de hiperandrogenismo e disfunção menstrual devem ser descartadas antes de se firmar o diagnóstico. Um ponto de confusão frequente para residentes é a inclusão da relação LH/FSH no diagnóstico. Embora uma relação LH/FSH > 2 ou > 3 tenha sido historicamente associada à SOP, ela não faz parte dos critérios de Rotterdam devido à sua baixa acurácia diagnóstica. A compreensão aprofundada desses critérios e a capacidade de excluir diagnósticos diferenciais são essenciais para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
Os três critérios de Rotterdam são: 1) Oligo ou anovulação (ciclos menstruais irregulares ou ausentes), 2) Hiperandrogenismo (clínico como hirsutismo, acne, alopecia, ou bioquímico com testosterona elevada), e 3) Ovários policísticos à ultrassonografia (12 ou mais folículos de 2-9mm e/ou volume ovariano >10mL).
A relação LH/FSH elevada, embora comum em algumas mulheres com SOP, não é um critério diagnóstico devido à sua baixa sensibilidade e especificidade. Seus valores podem variar significativamente ao longo do ciclo menstrual e entre diferentes indivíduos, não sendo um marcador confiável para o diagnóstico.
O diagnóstico de SOP é de exclusão. Condições como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de androgênios, hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana e síndrome de Cushing devem ser descartadas, pois podem mimetizar os sintomas da SOP.
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