SOP: Entenda os Critérios de Rotterdam 2003

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Conforme os critérios de Rotterdam 2003, pode-se diagnosticar síndrome de ovários policísticos no caso de uma paciente que apresente

Alternativas

  1. A) seis últimos ciclos menstruais com intervalo de 40 a 50 dias, com testosterona total aumentada, mas com testosterona livre normal, sem ovários policísticos ao ultrassom.
  2. B) ciclos menstruais regulares, com ovários policísticos ao ultrassom.
  3. C) ciclos menstruais a cada 15 dias, com ovários policísticos ao ultrassom.
  4. D) índice de Ferriman-Gallwey igual a 9, com testosterona livre aumentada, sem ovários policísticos ao ultrassom.

Pérola Clínica

SOP (Rotterdam): 2 de 3 critérios (oligo/anovulação, hiperandrogenismo, ovários policísticos USG).

Resumo-Chave

Os critérios de Rotterdam para SOP exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo, e ovários policísticos ao ultrassom. É importante notar que a ausência de ovários policísticos ao ultrassom não exclui o diagnóstico se os outros dois critérios estiverem presentes.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua prevalência varia, mas é uma das principais causas de infertilidade e irregularidade menstrual. O diagnóstico precoce e correto é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. Os critérios de Rotterdam, estabelecidos em 2003, são amplamente utilizados para o diagnóstico da SOP. Eles exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo ou anovulação (ciclos menstruais irregulares ou ausentes), sinais clínicos (hirsutismo, acne, alopecia) ou bioquímicos (testosterona elevada) de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9 mm em cada ovário e/ou volume ovariano >10 mL). É fundamental excluir outras causas de hiperandrogenismo e disfunção menstrual. O tratamento da SOP é individualizado e focado nos sintomas predominantes, podendo incluir contraceptivos orais para regularizar o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, metformina para resistência à insulina, e indutores de ovulação para infertilidade. A modificação do estilo de vida, com dieta e exercícios, é uma pedra angular do manejo. O acompanhamento regular é importante devido ao risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer de endométrio.

Perguntas Frequentes

Quais são os três critérios de Rotterdam para o diagnóstico de SOP?

Os três critérios de Rotterdam são: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia. O diagnóstico requer a presença de pelo menos dois desses três.

É possível diagnosticar SOP sem ovários policísticos ao ultrassom?

Sim, é possível. Se a paciente apresentar oligo/anovulação e hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), o diagnóstico de SOP pode ser feito mesmo sem a presença de ovários policísticos na ultrassonografia.

Quais são os principais diferenciais da Síndrome dos Ovários Policísticos?

Os diferenciais incluem hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de andrógenos, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, que devem ser excluídos antes do diagnóstico de SOP.

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