Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Conforme os critérios de Rotterdam 2003, pode-se diagnosticar síndrome de ovários policísticos no caso de uma paciente que apresente
SOP (Rotterdam): 2 de 3 critérios (oligo/anovulação, hiperandrogenismo, ovários policísticos USG).
Os critérios de Rotterdam para SOP exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo, e ovários policísticos ao ultrassom. É importante notar que a ausência de ovários policísticos ao ultrassom não exclui o diagnóstico se os outros dois critérios estiverem presentes.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua prevalência varia, mas é uma das principais causas de infertilidade e irregularidade menstrual. O diagnóstico precoce e correto é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. Os critérios de Rotterdam, estabelecidos em 2003, são amplamente utilizados para o diagnóstico da SOP. Eles exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo ou anovulação (ciclos menstruais irregulares ou ausentes), sinais clínicos (hirsutismo, acne, alopecia) ou bioquímicos (testosterona elevada) de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9 mm em cada ovário e/ou volume ovariano >10 mL). É fundamental excluir outras causas de hiperandrogenismo e disfunção menstrual. O tratamento da SOP é individualizado e focado nos sintomas predominantes, podendo incluir contraceptivos orais para regularizar o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, metformina para resistência à insulina, e indutores de ovulação para infertilidade. A modificação do estilo de vida, com dieta e exercícios, é uma pedra angular do manejo. O acompanhamento regular é importante devido ao risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer de endométrio.
Os três critérios de Rotterdam são: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia. O diagnóstico requer a presença de pelo menos dois desses três.
Sim, é possível. Se a paciente apresentar oligo/anovulação e hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), o diagnóstico de SOP pode ser feito mesmo sem a presença de ovários policísticos na ultrassonografia.
Os diferenciais incluem hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de andrógenos, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, que devem ser excluídos antes do diagnóstico de SOP.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo