SOP: Critérios de Rotterdam para Diagnóstico Preciso

IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 18 anos apresenta menstruações a cada 90-120 dias desde a menarca. AP: menarca aos 11 anos, G0P0. EF: IMC = 26,7, índice Ferriman-Gallwey = 9. Para realizar o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, é necessário(a):

Alternativas

  1. A) alteração laboratorial no valor da insulina e no teste de tolerância à glicose.
  2. B) presença da relação LH/FSH > 2 e de obesidade central, com medida da circunferência da cintura > 88 cm.
  3. C) avaliar o padrão menstrual de anovulação crônica e presença de hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico.
  4. D) alteração da morfologia ovariana à ultrassonografia, uma vez que este é critério indispensável.

Pérola Clínica

Diagnóstico SOP: 2 de 3 critérios de Rotterdam (oligo/anovulação, hiperandrogenismo, ovários policísticos USG).

Resumo-Chave

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) baseia-se nos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo-anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou bioquímico) e ovários policísticos à ultrassonografia. A paciente apresenta oligo-anovulação (menstruações a cada 90-120 dias) e hiperandrogenismo clínico (índice Ferriman-Gallwey = 9), o que já preenche dois critérios, tornando a alternativa correta.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência estimada entre 5% e 10%. É uma condição heterogênea que se manifesta por uma combinação de distúrbios reprodutivos, metabólicos e dermatológicos. O conhecimento aprofundado dos critérios diagnósticos é fundamental para residentes de ginecologia, endocrinologia e clínica médica. Os Critérios de Rotterdam, estabelecidos em 2003, são os mais amplamente aceitos para o diagnóstico de SOP. Eles exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo-anovulação (ciclos menstruais >35 dias ou amenorreia), hiperandrogenismo (clínico, como hirsutismo ou acne, ou bioquímico, com níveis elevados de androgênios) e ovários policísticos à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9 mm em cada ovário ou volume ovariano >10 mL). É crucial excluir outras causas de hiperandrogenismo e disfunção menstrual. O manejo da SOP é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas, prevenir complicações a longo prazo e melhorar a qualidade de vida. Inclui modificações no estilo de vida, contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, e agentes sensibilizadores de insulina. O diagnóstico correto e o tratamento individualizado são pilares para o bom prognóstico e a prevenção de comorbidades como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Perguntas Frequentes

Quais são os três critérios de Rotterdam para o diagnóstico de SOP?

Os três critérios de Rotterdam são: oligo-anovulação (ciclos menstruais irregulares ou ausentes), hiperandrogenismo (clínico como hirsutismo/acne ou bioquímico com testosterona elevada) e ovários policísticos à ultrassonografia.

Como o hiperandrogenismo é avaliado na SOP?

O hiperandrogenismo pode ser avaliado clinicamente pela presença de hirsutismo (usando a escala de Ferriman-Gallwey), acne ou alopecia androgênica. Bioquimicamente, é confirmado pela elevação dos níveis séricos de testosterona total ou livre.

A ultrassonografia é sempre necessária para diagnosticar SOP?

Não, a ultrassonografia não é sempre indispensável. O diagnóstico de SOP pode ser feito se a paciente apresentar dois dos três critérios de Rotterdam, mesmo que a morfologia ovariana não seja policística à ultrassonografia, desde que as outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual sejam excluídas.

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