Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Não faz parte dos critérios de Ranson para determinação da gravidade da pancreatite aguda:
Critérios de Ranson para pancreatite aguda → Incluem idade, leucócitos, glicose, LDH, AST (admissão) e outros após 48h. Bilirrubina NÃO é critério.
Os critérios de Ranson são um sistema de pontuação utilizado para avaliar a gravidade e o prognóstico da pancreatite aguda. Eles são divididos em critérios na admissão e critérios após 48 horas. É importante memorizar os componentes, pois a bilirrubina total não faz parte desses critérios, embora possa estar alterada na pancreatite biliar.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com um espectro que varia de doença leve e autolimitada a formas graves com necrose e falência de múltiplos órgãos. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo e prognóstico do paciente. Os critérios de Ranson são um dos sistemas de pontuação mais antigos e amplamente utilizados para essa finalidade, embora outros escores como o APACHE II e o BISAP também sejam relevantes. A epidemiologia da pancreatite aguda mostra uma incidência crescente, com causas principais sendo cálculos biliares e alcoolismo. Os critérios de Ranson são divididos em parâmetros avaliados na admissão e após 48 horas. Na admissão, incluem idade (> 55 anos), leucócitos (> 16.000), glicose (> 200 mg/dL), LDH (> 350 UI/L) e AST (> 250 UI/L). Após 48 horas, são avaliados a queda do hematócrito, aumento do BUN, cálcio sérico, PaO2, déficit de base e sequestro de fluidos. Cada critério positivo adiciona um ponto, e a soma total correlaciona-se com o risco de morbidade e mortalidade. É fundamental para o residente memorizar esses critérios para a prática clínica e provas. Para a prática e provas de residência, é essencial saber que a bilirrubina total, embora possa estar alterada em casos de pancreatite biliar (causa comum de pancreatite), não faz parte dos critérios de Ranson para determinar a gravidade. O erro comum é incluir parâmetros que são relevantes para o diagnóstico etiológico, mas não para a estratificação de risco segundo esse escore específico. O manejo da pancreatite aguda envolve suporte clínico, analgesia, hidratação venosa e, em casos específicos, intervenções como CPRE ou cirurgia.
Na admissão, os critérios de Ranson incluem: idade > 55 anos, leucócitos > 16.000/mm³, glicose > 200 mg/dL, LDH sérico > 350 UI/L e AST sérica > 250 UI/L.
Após 48 horas, os critérios de Ranson incluem: queda do hematócrito > 10%, aumento do BUN > 5 mg/dL, cálcio sérico < 8 mg/dL, PaO2 < 60 mmHg, déficit de base > 4 mEq/L e sequestro de fluidos > 6 litros.
A bilirrubina total não é um critério de Ranson porque, embora possa estar elevada em casos de pancreatite biliar devido à obstrução do ducto biliar, ela não é um marcador direto da gravidade da inflamação pancreática em si, como os outros parâmetros que refletem disfunção orgânica ou necrose.
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