IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Segundo os "Critérios Prognósticos de Ranson para a Pancreatite por Cálculo Biliar", a pontuação que define a pancreatite biliar grave é:
Pancreatite biliar grave = Ranson ≥ 3 (nas primeiras 48h) ou ≥ 5 (total).
Os Critérios Prognósticos de Ranson são utilizados para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, incluindo a pancreatite biliar. Uma pontuação de Ranson ≥ 3 nas primeiras 48 horas indica pancreatite grave, associada a maior risco de complicações e mortalidade. É fundamental para guiar o manejo e a estratificação de risco.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e mortalidade. A pancreatite biliar, causada pela obstrução do ducto biliar comum por cálculos, é uma das etiologias mais comuns. A avaliação da gravidade é fundamental para o manejo adequado e a estratificação de risco dos pacientes, sendo os Critérios de Ranson uma ferramenta amplamente utilizada para esse fim. Os Critérios de Ranson foram desenvolvidos para prever a gravidade e o prognóstico da pancreatite aguda. Para a pancreatite de origem biliar, uma pontuação de 3 ou mais critérios positivos nas primeiras 48 horas de admissão é indicativa de pancreatite grave. Esses critérios incluem parâmetros clínicos e laboratoriais que refletem a extensão da inflamação e o comprometimento sistêmico. A pontuação é calculada em dois momentos: na admissão e após 48 horas. Pacientes com pancreatite biliar grave (Ranson ≥ 3) têm maior risco de desenvolver complicações locais (necrose, pseudocisto, abscesso) e sistêmicas (insuficiência respiratória, renal, choque), necessitando de monitorização intensiva e suporte agressivo. O tratamento envolve hidratação venosa vigorosa, analgesia, controle de náuseas e, em casos de pancreatite biliar, a remoção da causa obstrutiva (por exemplo, CPRE ou colecistectomia eletiva após resolução do quadro agudo). A identificação precoce da gravidade permite otimizar o manejo e melhorar os desfechos.
Os Critérios de Ranson avaliam parâmetros na admissão (idade >55 anos, leucócitos >16.000/mm³, glicemia >200 mg/dL, DHL >350 UI/L, TGO >250 UI/L) e após 48 horas (queda do hematócrito >10%, ureia >5 mg/dL, cálcio <8 mg/dL, PO2 <60 mmHg, déficit de base >4 mEq/L, sequestro de fluidos >6 L).
A classificação da gravidade é crucial para estratificar o risco de complicações e mortalidade, guiar a intensidade do tratamento (internação em UTI, monitorização, suporte), e prever o prognóstico do paciente. Pacientes com pancreatite grave necessitam de manejo mais agressivo.
As duas principais causas de pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos na vesícula biliar que obstruem o ducto pancreático) e o consumo excessivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma abdominal, medicamentos e infecções.
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