Pré-eclâmpsia Grave: Critérios Diagnósticos e Exceções

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023

Enunciado

A pré-eclâmpsia é classificada em leve ou grave, de acordo com o grau de comprometimento. Considera-se grave quando presente os critérios. Exceto:

Alternativas

  1. A) Pressão arterial diastólica igual/maior que 110mmHg.
  2. B) Proteinúria igual/maior que 2,0g em 24 horas ou 2+ em fita urinária.
  3. C) Idade gestacional de 16 semanas.
  4. D) Oligúria (menor que 500ml/dia, ou 25ml/hora).

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave = PAD ≥ 110mmHg, oligúria, proteinúria maciça, disfunção orgânica. Idade gestacional não define gravidade.

Resumo-Chave

A classificação da pré-eclâmpsia em leve ou grave é baseada em critérios de pressão arterial, proteinúria e sinais de disfunção de órgãos-alvo. A idade gestacional, embora importante para o manejo, não é um critério para definir a *gravidade* da doença em si.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A classificação em leve ou grave é crucial para o manejo e prognóstico, exigindo que o residente conheça profundamente seus critérios. Os critérios de gravidade da pré-eclâmpsia refletem o comprometimento de órgãos-alvo e a iminência de complicações sérias, como eclâmpsia ou Síndrome HELLP. Incluem níveis pressóricos elevados (PAS ≥ 160 mmHg ou PAD ≥ 110 mmHg), proteinúria significativa, oligúria, alterações visuais ou cerebrais, dor epigástrica, disfunção hepática, plaquetopenia e edema pulmonar. A presença de qualquer um desses critérios já classifica a pré-eclâmpsia como grave. É fundamental diferenciar os critérios de gravidade de outros aspectos da doença. A idade gestacional de 16 semanas, por exemplo, indica um início precoce da pré-eclâmpsia, o que geralmente está associado a um pior prognóstico fetal e materno devido à maior duração da doença e imaturidade fetal, mas não é um critério direto para classificar a *gravidade* da doença em si. O manejo da pré-eclâmpsia grave frequentemente envolve a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para classificar a pré-eclâmpsia como grave?

Os principais critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, proteinúria maciça (geralmente ≥ 5g/24h ou 3+ em fita), oligúria (< 500ml/dia), alterações neurológicas (cefaleia persistente, distúrbios visuais), dor epigástrica, disfunção hepática, plaquetopenia (< 100.000/mm³) e edema pulmonar.

Por que a idade gestacional de 16 semanas não é um critério de gravidade para pré-eclâmpsia?

A idade gestacional de 16 semanas não é um critério de gravidade, mas sim um momento de início da doença. A pré-eclâmpsia pode ocorrer em qualquer idade gestacional após 20 semanas, e sua gravidade é definida pelos níveis pressóricos, proteinúria e sinais de disfunção de órgãos-alvo, independentemente de quando ela se manifesta.

Qual a importância da oligúria como critério de gravidade na pré-eclâmpsia?

A oligúria (< 500ml/dia ou < 25ml/hora) é um importante critério de gravidade na pré-eclâmpsia, pois indica disfunção renal e comprometimento da perfusão. É um sinal de alerta para a necessidade de intervenção imediata e monitoramento rigoroso da função renal da gestante.

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