UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Menino, 5a, estava sentado nos ombros do pai quando sofreu queda com trauma na região frontal do crânio no solo. O pai mede cerca de 1,80m. Ele conta que o filho chorou muito e apresentou um episódio de vômito. Nega dor de cabeça e perda de consciência. Exame físico: acordado, movimenta os quatro membros e comunica-se normalmente; hematoma subgaleal em região frontal; otoscopia e rinoscopia normais. A CONDIÇÃO DESCRITA QUE APONTA O RISCO ALTO (PECARN), COM NECESSIDADE DE TOMOGRAFIA DE CRÂNIO OU OBSERVAÇÃO HOSPITALAR É:
PECARN: vômito isolado ou hematoma subgaleal frontal não indicam TC em TCC leve < 2 anos sem outros fatores de risco.
A questão aborda os critérios PECARN para trauma cranioencefálico (TCE) em crianças. Embora o paciente tenha vômito e hematoma subgaleal, a ausência de outros sinais de alerta (perda de consciência, alteração do estado mental, sinais de fratura de base de crânio) e a idade (5 anos) podem não justificar TC imediata, dependendo da avaliação completa do PECARN. O vômito isolado é um critério de risco intermediário, mas a decisão final depende da combinação de fatores.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de morbimortalidade em crianças, sendo a avaliação precisa fundamental para evitar exames desnecessários e identificar lesões graves. Os critérios do Pediatric Emergency Care Applied Research Network (PECARN) são ferramentas validadas para estratificação de risco em TCE pediátrico, auxiliando na decisão de realizar tomografia computadorizada (TC) de crânio. A aplicação correta desses critérios é crucial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A fisiopatologia do TCE pediátrico envolve a vulnerabilidade do cérebro em desenvolvimento e a maior proporção da cabeça em relação ao corpo, tornando as crianças mais suscetíveis a lesões. O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, mecanismo do trauma e exame físico neurológico. Sinais de alerta como alteração do nível de consciência, vômitos persistentes, cefaleia progressiva, convulsões e sinais de fratura de crânio devem ser cuidadosamente avaliados. A Escala de Coma de Glasgow Pediátrica é uma ferramenta essencial para monitorar o estado neurológico. O tratamento inicial do TCE pediátrico foca na estabilização do paciente e na prevenção de lesões secundárias. A decisão de realizar TC de crânio ou optar por observação hospitalar é guiada pelos critérios PECARN, que visam reduzir a exposição à radiação sem comprometer a segurança do paciente. Em casos de alto risco, a TC é mandatória. Para risco intermediário, a observação clínica cuidadosa pode ser uma alternativa, com reavaliações periódicas. O prognóstico depende da gravidade da lesão inicial e da prontidão do manejo.
Os critérios PECARN dividem as crianças em dois grupos etários (<2 anos e ≥2 anos) e avaliam sinais como alteração do estado mental, perda de consciência, vômito, cefaleia grave, sinais de fratura de base de crânio e mecanismo de trauma. A presença de certos fatores eleva o risco de lesão intracraniana.
A tomografia de crânio é indicada quando há critérios de alto risco pelo PECARN, como sinais de fratura de crânio, alteração do estado mental, ou perda de consciência prolongada. Em casos de risco intermediário, a observação clínica pode ser uma alternativa à TC para evitar radiação.
O vômito é um critério de risco intermediário no PECARN. Vômitos isolados, sem outros sinais de alerta, podem não justificar uma TC imediata, especialmente em crianças maiores. A decisão deve considerar o número de episódios e a presença de outros sintomas.
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