Critérios de Milão para CHC: Indicação de Transplante Hepático

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor maligno primário mais frequente do fígado e uma das neoplasias mais comuns do mundo. A ressecção completa do CHC, seja pela hepatectomia parcial, seja pelo transplante hepático, é a única modalidade de tratamento com potencial curativo. Segundo os critérios de Milão, em qual dos casos abaixo não está indicado o transplante de fígado?

Alternativas

  1. A) Nódulo único de 5 cm
  2. B) 4 nódulos com os seguintes diâmetros: 2 cm, 2,1 cm 2,3 cm e 1,9 cm.
  3. C) 2 nódulos com os seguintes diâmetros: 2,3 cm e 1,9 cm.
  4. D) Nódulo único de 4cm em íntimo contato com a veia supra-hepática direita
  5. E) 2 nódulos com os seguintes diâmetros: 1,9 e 1,2 cm.

Pérola Clínica

Critérios de Milão para transplante em CHC → 1 nódulo ≤ 5 cm OU até 3 nódulos, cada um ≤ 3 cm.

Resumo-Chave

Os Critérios de Milão selecionam pacientes com carcinoma hepatocelular (CHC) para transplante hepático com base na carga tumoral. A presença de 4 nódulos, mesmo que pequenos, excede o limite máximo de 3 nódulos, sendo uma contraindicação por indicar maior risco de recorrência da doença.

Contexto Educacional

O carcinoma hepatocelular (CHC) é a neoplasia maligna primária mais comum do fígado, frequentemente associada à cirrose hepática. O tratamento com intenção curativa se baseia na ressecção cirúrgica, seja por hepatectomia parcial ou transplante hepático. A seleção de candidatos para transplante é fundamental para garantir bons resultados e otimizar o uso de órgãos doados. Os Critérios de Milão foram estabelecidos para identificar pacientes com CHC em estágio inicial que teriam maior benefício com o transplante, com altas taxas de sobrevida livre de doença. Eles se baseiam estritamente na carga tumoral intra-hepática: um nódulo único de até 5 cm ou até três nódulos, cada um com até 3 cm de diâmetro, na ausência de invasão vascular ou doença extra-hepática. Esses critérios funcionam como um marcador prognóstico, onde pacientes dentro dos limites têm menor risco de recorrência tumoral pós-transplante. Pacientes que excedem esses critérios, como no caso de quatro nódulos, são considerados de maior risco e, a princípio, não são candidatos ao transplante. No entanto, estratégias como o 'downstaging' com terapias loco-regionais podem ser empregadas para reduzir a carga tumoral e, em caso de resposta, reclassificar o paciente como elegível. A adesão a critérios de seleção rigorosos é crucial para o sucesso do transplante hepático como terapia curativa para o CHC.

Perguntas Frequentes

Quais são exatamente os Critérios de Milão para transplante em CHC?

Os critérios são: um nódulo único com diâmetro de até 5 cm, OU até três nódulos, cada um com diâmetro de até 3 cm. Além disso, o paciente não deve apresentar invasão vascular macroscópica ou metástases extra-hepáticas.

Por que um paciente com 4 nódulos de 2 cm não pode transplantar pelos Critérios de Milão?

Porque o critério para múltiplos nódulos limita o número a um máximo de três. A presença de quatro nódulos, independentemente do tamanho individual, já exclui o paciente do transplante por essa diretriz, pois sugere maior carga tumoral e pior prognóstico.

O que é 'downstaging' em pacientes com CHC fora dos Critérios de Milão?

Downstaging é o processo de usar terapias loco-regionais, como quimioembolização ou ablação, para reduzir o tamanho e/ou número de tumores. Se o tratamento for bem-sucedido e o paciente passar a se enquadrar nos Critérios de Milão, ele pode se tornar elegível para o transplante.

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