UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Um conhecimento difundido na rotina do cirurgião geral e do especialista são as principais indicações de um transplante hepático e o manejo do paciente. A realização de transplante hepático como tratamento de hepatocarcinoma segue os critérios de Milão, identificados em qual alternativa?
Critérios de Milão para transplante hepático em hepatocarcinoma: tumor único ≤ 5 cm OU até 3 tumores, nenhum > 3 cm.
Os Critérios de Milão são fundamentais para selecionar pacientes com hepatocarcinoma que se beneficiarão do transplante hepático, oferecendo os melhores resultados oncológicos. Eles definem limites rigorosos de tamanho e número de tumores para garantir a elegibilidade.
O hepatocarcinoma (CHC) é a neoplasia primária mais comum do fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Para pacientes com CHC em estágio inicial e doença hepática subjacente (geralmente cirrose), o transplante hepático oferece a melhor chance de cura, tratando tanto o tumor quanto a doença hepática de base. A seleção rigorosa dos pacientes é fundamental para otimizar os resultados. Os Critérios de Milão, estabelecidos em 1996, são o padrão ouro para a seleção de pacientes com CHC para transplante hepático. Eles definem que o paciente deve ter um tumor único com diâmetro máximo de 5 cm, ou até três nódulos, sendo que o maior deles não pode exceder 3 cm. O cumprimento desses critérios está associado a taxas de sobrevida em 5 anos pós-transplante de aproximadamente 70% e taxas de recorrência tumoral abaixo de 15%. Compreender e aplicar corretamente os Critérios de Milão é essencial para cirurgiões, hepatologistas e residentes envolvidos no manejo de pacientes com CHC. A adesão a esses critérios garante que os recursos de transplante sejam alocados para pacientes com maior probabilidade de benefício a longo prazo, otimizando os resultados oncológicos e a sobrevida dos receptores.
Os Critérios de Milão estabelecem que um paciente com hepatocarcinoma é elegível para transplante hepático se apresentar um tumor único com diâmetro máximo de 5 cm, ou no máximo três tumores, sendo que nenhum deles pode ter diâmetro superior a 3 cm.
Os Critérios de Milão são cruciais porque foram validados para identificar pacientes com hepatocarcinoma que terão uma sobrevida pós-transplante comparável à de pacientes transplantados por outras causas de doença hepática, com baixas taxas de recorrência tumoral.
Sim, existem outros critérios, como os de San Francisco (UCSF), que são mais liberais em relação ao tamanho e número de tumores. No entanto, os Critérios de Milão são os mais amplamente aceitos e utilizados globalmente devido à sua associação com melhores desfechos oncológicos.
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