Critérios de Milão no Carcinoma Hepatocelular (CHC)

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025

Enunciado

O carcinoma hepatocelular é o tipo mais comum de malignidade primária do fígado. Quando associado a um quadro de cirrose, um transplante de fígado pode ser realizado, se o tumor atender aos critérios de Milão, entre os quais lesão única com até:

Alternativas

  1. A) 5 cm ou até três lesões todas inferiores a 3 cm, sem invasão macrovascular.
  2. B) 7 cm ou até três lesões todas inferiores a 3 cm, sem invasão macrovascular.
  3. C) 5 cm ou até duas lesões inferiores a 4 cm, sem invasão macrovascular.
  4. D) 3 cm e até duas lesões inferiores a 4 cm, sem invasão macrovascular.

Pérola Clínica

Milão: 1 lesão ≤ 5cm OU até 3 lesões ≤ 3cm + sem invasão vascular.

Resumo-Chave

Os Critérios de Milão são o padrão-ouro para selecionar pacientes com CHC para transplante hepático, garantindo taxas de sobrevida e recorrência comparáveis a transplantes por doenças não malignas.

Contexto Educacional

O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é uma das neoplasias que mais cresce em incidência globalmente, ocorrendo majoritariamente em fígados cirróticos. O transplante hepático é o tratamento ideal pois trata simultaneamente o tumor e a doença de base (cirrose). A aplicação rigorosa dos Critérios de Milão permite a alocação justa de órgãos, priorizando pacientes com alta probabilidade de cura. No Brasil, pacientes que preenchem esses critérios recebem uma pontuação especial no sistema MELD (critério de priorização) para reduzir o tempo em lista de espera e evitar o 'dropout' por progressão tumoral.

Perguntas Frequentes

Quais são exatamente os Critérios de Milão?

Os critérios consistem em: 1) Nódulo único de até 5 cm de diâmetro OU até 3 nódulos, cada um com no máximo 3 cm de diâmetro; 2) Ausência de invasão de vasos sanguíneos (macrovascular); 3) Ausência de disseminação extra-hepática (metástases).

Por que os Critérios de Milão são importantes?

Eles foram estabelecidos por Mazzaferro em 1996 e demonstraram que pacientes que preenchem esses requisitos apresentam sobrevida superior a 70% em 5 anos após o transplante, com baixa taxa de recorrência tumoral, transformando o prognóstico do CHC em cirróticos.

O que acontece se o paciente estiver 'fora de Milão'?

Pacientes que excedem os critérios podem ser submetidos a terapias de 'downstaging' (como quimioembolização ou ablação) para tentar reduzir o volume tumoral e enquadrá-los nos critérios. Se não for possível, outras terapias como ressecção cirúrgica (se função preservada) ou terapias sistêmicas são indicadas.

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