HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
Os critérios de Milão selecionam os doentes com hepatocarcinoma para a realização de transplante hepático como tratamento. São eles:
Critérios de Milão para transplante HCC: tumor único < 5 cm OU até 3 tumores, maior < 3 cm.
Os Critérios de Milão são fundamentais para selecionar pacientes com hepatocarcinoma que se beneficiarão do transplante hepático, visando maximizar a sobrevida pós-transplante e minimizar a recorrência tumoral. Eles estabelecem limites rigorosos de tamanho e número de lesões.
O hepatocarcinoma (HCC) é o câncer primário de fígado mais comum e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. O transplante hepático é uma opção curativa para pacientes selecionados, oferecendo a remoção do tumor e do fígado cirrótico subjacente. A seleção rigorosa dos pacientes é crucial para garantir os melhores resultados e otimizar o uso de órgãos doados. Os Critérios de Milão, estabelecidos em 1996, são o padrão ouro para a seleção de pacientes com HCC para transplante hepático. Eles visam identificar tumores com baixo risco de recorrência pós-transplante, garantindo uma sobrevida em cinco anos superior a 70%. A fisiopatologia do HCC frequentemente envolve cirrose hepática, e o transplante trata ambas as condições. Entender os Critérios de Milão é fundamental para residentes, pois impacta diretamente a decisão terapêutica e o prognóstico do paciente. Pacientes que se enquadram nesses critérios têm prioridade na fila de transplante em muitos sistemas. O manejo do HCC é multidisciplinar, envolvendo hepatologistas, oncologistas, cirurgiões e radiologistas intervencionistas.
Os critérios de Milão incluem tumor único com diâmetro máximo de 5 cm, ou até três nódulos, sendo que o maior deles não pode exceder 3 cm de diâmetro.
Eles são cruciais para identificar pacientes com hepatocarcinoma que terão melhor prognóstico e sobrevida pós-transplante, minimizando o risco de recorrência tumoral e otimizando o uso de órgãos.
Pacientes fora dos Critérios de Milão podem ser considerados para outras terapias, como ablação por radiofrequência, quimioembolização transarterial (TACE), radioembolização (TARE) ou terapias sistêmicas.
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