CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021
Três amigas estão conversando sobre os métodos anticoncepcionais que utilizam.• Amiga 1 tem 36 anos e refere que faz uso de contraceptivo hormonal oral combinado porque apresenta muitas acnes e o anticoncepcional tem ajudado a reduzí-las. Refere apenas enxaqueca sem aura, sem outras comorbidades, IMC: 30kg/m². Ciclo menstrual quando não utiliza hormônios é regular, durando 7 dias, intenso.• Amiga 2 vem em uso de anel vaginal, tem 33 anos e é tabagista 1 maço por dia; nega outras comorbidades.• Amiga 3, está amamentando sua filhinha e ainda não iniciou nenhum método contraceptivo. Parto há 24 dias. Não apresenta comorbidades.Com base nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS),É correto afirmar sobre o método contraceptivo da Amiga 1:
Mulher >35 anos + enxaqueca (mesmo sem aura) → evitar estrogênio (OMS Categoria 3/4).
O uso de estrogênios em mulheres acima de 35 anos com enxaqueca aumenta o risco de AVC isquêmico. Métodos com progestágeno isolado são a alternativa segura.
A prescrição de anticoncepcionais deve seguir rigorosamente os Critérios Médicos de Elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses critérios classificam as condições médicas em quatro categorias, onde 1 e 2 permitem o uso, enquanto 3 e 4 restringem ou proíbem. Para a 'Amiga 1', a combinação de idade (36 anos) e enxaqueca (mesmo sem aura) coloca o anticoncepcional oral combinado na Categoria 3 (riscos superam benefícios). Além disso, o IMC de 30 kg/m² adiciona um fator de risco cardiovascular. Portanto, a conduta correta é a substituição por métodos que não contenham estrogênio, como os progestágenos isolados ou métodos de barreira/DIU.
O estrogênio, quando associado à idade superior a 35 anos e ao diagnóstico de enxaqueca, potencializa significativamente o risco de eventos tromboembólicos arteriais, especificamente o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.
Para uma paciente de 36 anos com enxaqueca sem aura, os métodos de progestágeno isolado (pílula de desogestrel, implante de etonogestrel, SIU de levonorgestrel ou injetável trimestral) e métodos não hormonais (DIU de cobre) são classificados como seguros.
Não. A obesidade (IMC ≥ 30) é classificada como Categoria 2 pela OMS para o uso de anticoncepcionais combinados, o que significa que as vantagens geralmente superam os riscos teóricos ou comprovados.
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