Contracepção Segura Pós-Infarto e em Tabagistas

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, uma paciente de 38 anos, tabagista (20 cigarros por dia) e portadora de hipertensão arterial sistêmica em uso regular de enalapril, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de planejamento reprodutivo. Em sua história patológica pregressa, destaca-se um episódio de infarto agudo do miocárdio ocorrido há seis meses, com boa recuperação funcional, mas mantendo acompanhamento cardiológico rigoroso. Ela deseja um método contraceptivo altamente eficaz e de longa duração (LARC), mas relata medo de utilizar hormônios que possam prejudicar seu coração. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 138/86 mmHg, frequência cardíaca de 72 bpm e Índice de Massa Corporal (IMC) de 29 kg/m². Analise a imagem fornecida, que contém diferentes fluxogramas de orientação baseados nos Critérios Médicos de Elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS), e assinale a alternativa que indica a figura com a conduta mais adequada para este caso clínico.

Alternativas

  1. A) Figura 1
  2. B) Figura 4
  3. C) Figura 3
  4. D) Figura 2

Pérola Clínica

Pós-IAM + Tabagista + HAS → Estrogênio proibido (Cat 4); DIU de Cobre = Categoria 1 (Seguro).

Resumo-Chave

Pacientes com alto risco cardiovascular (pós-IAM, tabagistas >35 anos) têm contraindicação absoluta a estrogênios; o DIU de cobre é o método mais seguro (Categoria 1).

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo em pacientes com comorbidades graves deve ser rigorosamente guiada pelos Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS. No caso de Beatriz, a combinação de tabagismo pesado, hipertensão e um infarto recente cria um cenário de altíssimo risco para novos eventos aterotrombóticos. O uso de estrogênios é formalmente contraindicado (Categoria 4). Entre os métodos de longa duração (LARC), o DIU de cobre destaca-se por ser isento de hormônios, atendendo ao desejo da paciente e garantindo a máxima segurança cardiovascular (Categoria 1). Embora os implantes de progestagênio e o DIU de levonorgestrel sejam opções altamente eficazes, em pacientes com doença coronariana estabelecida, eles possuem restrições maiores (Categorias 2 ou 3) comparados ao método não hormonal. O aconselhamento deve focar na eficácia superior dos LARCs e na neutralidade metabólica do DIU de cobre.

Perguntas Frequentes

Por que o DIU de cobre é preferível no pós-IAM?

O DIU de cobre é um método não hormonal e, portanto, não interfere na cascata de coagulação, na pressão arterial ou no metabolismo lipídico. Segundo os Critérios de Elegibilidade da OMS, ele é Categoria 1 (sem restrição) para quase todas as condições cardiovasculares, incluindo histórico de infarto agudo do miocárdio.

Quais métodos são contraindicados para tabagistas >35 anos?

Anticoncepcionais hormonais combinados (que contêm estrogênio) são Categoria 4 (risco inaceitável) para mulheres com 35 anos ou mais que fumam 15 ou mais cigarros por dia. O estrogênio potencializa o risco de eventos tromboembólicos e arteriais nestas pacientes.

O DIU de Levonorgestrel pode ser usado pós-IAM?

Para pacientes com doença isquêmica cardíaca atual ou prévia, o início do DIU de Levonorgestrel é classificado como Categoria 3 (riscos geralmente superam os benefícios) pela OMS, devido ao potencial efeito sistêmico do progestagênio, embora baixo. O DIU de cobre permanece como a opção LARC mais segura.

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