Esclerose Múltipla: Critérios de Disseminação no Tempo (RM)

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Em relação às doenças desmielinizantes, e critérios diagnósticos sabe-se que:

Alternativas

  1. A) Os critérios de disseminação no tempo podem exigir uma das duas situações: a primeira é a presença de nova lesão em T2 (ou com realce por gadolínio) em uma ressonância de controle, a qualquer tempo, quando comparada à ressonância inicial; a segunda caracteriza-se pela presença de, pelo menos, uma lesão captante simultânea à lesão não captante, em uma mesma imagem por ressonância.
  2. B) A confirmação do diagnóstico da síndrome do espectro neuromielite óptica, necessita da presença de anticorpos antiaquaporina 4 no soro ou no líquor do paciente.
  3. C) Os critérios de disseminação no espaço para o diagnóstico da esclerose múltipla incluem a presença de uma lesão em T2 em, pelo menos, duas das quatro topografias: justacortical, periventricular, infratentorial e medula espinhal, incluindo o nervo óptico necessariamente.
  4. D) O exame de líquor na esclerose múltipla primariamente progressiva deve ter a presença de Bandas oligoclonais associado a índice de IgG aumentado.

Pérola Clínica

Disseminação no Tempo (EM) = nova lesão T2/captante OU lesão captante + não captante na mesma RM.

Resumo-Chave

Os critérios de disseminação no tempo para Esclerose Múltipla (Critérios de McDonald 2017) podem ser preenchidos pela identificação de uma nova lesão em T2 ou com realce por gadolínio em uma RM de controle, ou pela presença simultânea de lesões com e sem realce em uma única RM.

Contexto Educacional

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante crônica do sistema nervoso central, caracterizada por lesões disseminadas no tempo e no espaço. O diagnóstico é baseado principalmente nos Critérios de McDonald, atualizados em 2017, que combinam achados clínicos e de ressonância magnética (RM). A compreensão desses critérios é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado da doença. A 'disseminação no tempo' refere-se à ocorrência de eventos desmielinizantes em diferentes momentos. Radiologicamente, isso pode ser demonstrado pela presença de uma nova lesão em T2 ou com realce por gadolínio em uma RM de controle, comparada a uma RM inicial. Alternativamente, a presença de lesões com realce por gadolínio (ativas) e lesões sem realce (inativas) em uma única RM já é suficiente para preencher o critério de disseminação no tempo, indicando diferentes estágios de atividade da doença. A 'disseminação no espaço' é definida pela presença de lesões em T2 em pelo menos duas das quatro localizações típicas: periventricular, justacortical, infratentorial e medula espinhal. Outras doenças desmielinizantes, como a Neuromielite Óptica (NMO), têm critérios diagnósticos distintos, frequentemente envolvendo a detecção de anticorpos específicos (ex: anti-Aquaporina-4). Residentes devem dominar esses critérios para diferenciar as doenças desmielinizantes e iniciar o tratamento apropriado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios de McDonald 2017 para Esclerose Múltipla?

Os critérios de McDonald 2017 para EM exigem evidência de disseminação no espaço (lesões em pelo menos duas das quatro áreas típicas do SNC) e disseminação no tempo (nova lesão em RM de controle ou lesões captantes e não captantes na mesma RM), além de exclusão de outros diagnósticos.

O que significa 'disseminação no espaço' na Esclerose Múltipla?

Disseminação no espaço significa a presença de lesões em T2 em pelo menos duas das quatro regiões típicas do sistema nervoso central: periventricular, justacortical, infratentorial e medula espinhal.

Qual o papel das bandas oligoclonais no líquor para o diagnóstico de EM?

A presença de bandas oligoclonais de IgG no líquor (e ausência no soro) é um achado que suporta o diagnóstico de Esclerose Múltipla, especialmente em casos de apresentação atípica ou quando os critérios de disseminação não são totalmente preenchidos pela RM.

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