FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Com base nos critérios diagnósticos de Febre Reumática, marque a opção que serve para diagnóstico de certeza, frente a evidência de estreptococcia prévia:
Febre Reumática: Evidência de estreptococcia + 2 critérios maiores OU 1 maior + 2 menores = diagnóstico de certeza.
O diagnóstico de certeza da Febre Reumática requer evidência de infecção estreptocócica prévia e a combinação correta de critérios de Jones. Dois critérios maiores, como artrite e eritema marginado, são suficientes para o diagnóstico na presença de estreptococcia prévia.
A Febre Reumática é uma doença inflamatória sistêmica não supurativa que pode se desenvolver após uma infecção de garganta por Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). É uma condição grave que afeta principalmente crianças e adolescentes, com potencial para causar danos cardíacos permanentes (cardite reumática). A prevalência é maior em regiões com acesso limitado a cuidados de saúde e tratamento de infecções estreptocócicas. O diagnóstico da Febre Reumática baseia-se nos Critérios de Jones modificados, que combinam evidências de infecção estreptocócica prévia com manifestações clínicas maiores e menores. Os critérios maiores incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos. Os critérios menores são febre, artralgia, elevação de VHS/PCR e prolongamento do intervalo PR no ECG. A fisiopatologia envolve uma reação autoimune desencadeada por mimetismo molecular entre antígenos estreptocócicos e tecidos do hospedeiro. O tratamento da Febre Reumática visa erradicar a infecção estreptocócica, controlar a inflamação e prevenir recorrências. Antibióticos (penicilina) são usados para a infecção aguda, e anti-inflamatórios (AAS, corticoides) para as manifestações inflamatórias. A profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para prevenir novos episódios e o agravamento da cardite. O prognóstico depende da gravidade do acometimento cardíaco e da adesão à profilaxia.
Os critérios maiores de Jones incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos. A presença de dois desses critérios, juntamente com evidência de infecção estreptocócica prévia, estabelece o diagnóstico.
A evidência de infecção estreptocócica prévia (ex: cultura de orofaringe positiva, teste rápido positivo ou elevação/títulos crescentes de antiestreptolisina O - ASLO) é um componente obrigatório para o diagnóstico de Febre Reumática, confirmando a etiologia da doença.
Artralgia e febre são critérios menores de Jones. Eles são considerados no diagnóstico quando há evidência de estreptococcia prévia e um critério maior, ou em combinação com outros critérios menores, mas não são suficientes por si só para um diagnóstico de certeza.
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