Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Diante a suspeita de Febre Reumática Aguda Inicial seria necessário pelos Critérios de Jones Modificados (Gewtiz et al 2015).
Febre Reumática Aguda: Evidência de estreptococo + (2 maiores OU 1 maior e 2 menores).
O diagnóstico de Febre Reumática Aguda exige evidência de infecção estreptocócica prévia, além da combinação de critérios maiores e menores de Jones. A ausência de evidência de infecção prévia torna o diagnóstico improvável, mesmo com múltiplos critérios clínicos.
A Febre Reumática Aguda (FRA) é uma doença inflamatória sistêmica não supurativa que ocorre como complicação tardia de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Afeta principalmente crianças e adolescentes, sendo uma das principais causas de doença cardíaca adquirida em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir a cardite reumática crônica. O diagnóstico da FRA é clínico e baseia-se nos Critérios de Jones Modificados, que exigem a presença de evidência de infecção estreptocócica prévia, juntamente com uma combinação de critérios maiores e menores. Os critérios maiores refletem as manifestações mais graves da doença, como cardite e coreia, enquanto os menores são mais inespecíficos. É fundamental que o residente saiba identificar corretamente esses critérios e a importância da evidência microbiológica. O tratamento da FRA envolve a erradicação do estreptococo com antibióticos (geralmente penicilina), o controle da inflamação com anti-inflamatórios (AINEs ou corticosteroides) e a profilaxia secundária para prevenir recorrências. A compreensão detalhada dos critérios de Jones e a abordagem terapêutica são indispensáveis para o manejo adequado da doença e a prevenção de suas sequelas mais graves.
Os critérios maiores incluem cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos. A presença de dois desses critérios, juntamente com evidência de infecção estreptocócica, sugere o diagnóstico.
Os critérios menores são febre, artralgia, aumento de VHS ou PCR, e prolongamento do intervalo PR no ECG. Eles são usados em combinação com um critério maior e evidência de infecção estreptocócica para firmar o diagnóstico.
A evidência de infecção estreptocócica prévia pode ser obtida por cultura de orofaringe positiva para Streptococcus pyogenes, teste rápido de antígeno estreptocócico positivo, ou títulos elevados ou crescentes de antiestreptolisina O (ASLO) ou anti-DNAse B.
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