Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
São critérios da IOTA (International Ovarian Tumor Analysis), para se suspeitar massa ovariana como maligna:
Critérios IOTA para malignidade ovariana incluem cisto multilocular > 100mm, componente sólido, ascite, fluxo doppler alto.
Os critérios IOTA são ferramentas padronizadas para avaliar o risco de malignidade de massas ovarianas por ultrassonografia. Características como tamanho grande (>100mm), multilocularidade, presença de componente sólido, ascite e fluxo sanguíneo aumentado ao Doppler são indicativos de maior risco de malignidade.
A avaliação de massas ovarianas é um desafio comum na ginecologia, com a necessidade de diferenciar lesões benignas de malignas para guiar a conduta terapêutica. A ultrassonografia transvaginal é a primeira linha de investigação, e os critérios do grupo IOTA (International Ovarian Tumor Analysis) são ferramentas validadas para estratificar o risco de malignidade. Os critérios IOTA utilizam características ultrassonográficas para classificar as massas ovarianas em benignas, malignas ou indeterminadas. Os critérios de malignidade (M-features) incluem a presença de componente sólido irregular, ascite, pelo menos quatro papilas, fluxo sanguíneo muito forte ao Doppler colorido e um tumor multilocular sólido com diâmetro maior que 100 mm. A presença de um ou mais desses critérios aumenta significativamente a suspeita de malignidade. Por outro lado, os critérios de benignidade (B-features) incluem cisto unilocular, presença de componente sólido menor que 7 mm, sombra acústica posterior, ausência de fluxo ao Doppler e cisto multilocular com diâmetro menor que 100 mm. A correta aplicação dos critérios IOTA é fundamental para a tomada de decisão clínica, evitando cirurgias desnecessárias para lesões benignas e encaminhando adequadamente pacientes com alto risco de câncer de ovário.
Os principais critérios de malignidade (M-features) incluem: componente sólido irregular, ascite, pelo menos 4 papilas, fluxo sanguíneo muito forte ao Doppler colorido e tamanho do tumor multilocular sólido > 100 mm.
A ultrassonografia Doppler avalia o fluxo sanguíneo dentro da massa. Um fluxo sanguíneo muito forte e com baixa resistência é um indicador de neovascularização, frequentemente associado a tumores malignos.
Critérios de benignidade (B-features) incluem: cisto unilocular, presença de componente sólido menor que 7 mm, sombra acústica posterior, ausência de fluxo ao Doppler e cisto multilocular com diâmetro menor que 100 mm.
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